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06 de Nov de 2013
A operação de um dia, realizada pelo Ministério Público Federal, Anvisa, Inmetro e Força Nacional, já apreendeu alimentos impróprios ao consumo, fiscalizou alvarás e principalmente apura denúncias de apropriação de cartões de benefícios dos índios.
A ação acontece junto aos estabelecimentos localizados na rodovia MS-156, de acesso entre Dourados e Itaporã, e que corta a Reserva Indígena.
Conforme noticiado anteriormente pelo Douradosagora, moradores nas Aldeias Bororó e Jaguapiru vinham, supostamente, sendo obrigados a entregar os documentos em troca de alimentos, bebidas alcoólicas e outras drogas.
A maioria dos acusados foi presa durante Operação Tekohá, desencadeada pela Polícia Federal há cerca de dois anos.
Mas, segundo denúncias, casos como estes continuariam acontecendo na Reserva Indígena de Dourados. Segundo disse esta manhã o Procurador da República, Marco Antonio Delfino de Almeida, ao Douradosagora, os estabelecimentos onde sejam encontrados cartões de benefícios dos indígenas serão multados.
Até o momento, nenhum cartão foi encontrado nos comércios fiscalizados na Reserva. Caso contrário, até o final da operação de hoje, se algum caso for constatado, os locais também poderão ser interditados.
Repressão
De acordo com o que lideranças contaram ao Douradosagora, em reportagem anterior, traficantes instalados na reserva apreendem tudo o que dependentes químicos têm, os poucos bens e inclusive os cartões com as respectivas senhas, para sacar os benefícios no autoatendimento dos bancos.
As quadrilhas, inclusive, estariam de olho nas casas e outras propriedade dos indígenas.
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