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Problemas na área ambiental estão ligados ao avanço de moléstias

Valor Econômico - https://valor.globo.com/brasil/noticia/
08 de Out de 2019

Problemas na área ambiental estão ligados ao avanço de moléstias
Desmatamento de áreas de preservação ambiental e avanço de atividades como garimpo avançam podem se tornar grandes problemas para o país, diz pesquisador

Por Leila Souza Lima e Gabriel Caprioli - De São Paulo

Pesquisas relacionadas a A nova visão estratégica sugerida ao Sistema Único de Saúde (SUS) pelos especialistas que fazem o mapeamento das doenças no país tem relação não apenas com males antes controlados, mas também com enfermidades emergentes causadas por vírus ainda não urbanizados. E, nesse contexto, os cientistas alertam que problemas nas políticas ambientais e voltadas à proteção de minorias, como populações indígenas, também estão intimamente ligadas ao avanço de algumas moléstias.
"São vírus que já foram encontrados, mas ainda não estão circulando. Podemos citar o Mayario, primo do chikungunya, e o Oropuche", explica José Noronha, pesquisador do "Brasil Saúde Amanhã", programa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Para ele, o desmatamento de áreas de preservação ambiental, como a floresta amazônica, e atividades como o garimpo avançam de forma irresponsável e com desprezo por essas ameaças, que podem se tornar grandes problemas para o país num futuro próximo.
De janeiro a agosto deste ano, foram detectados 46.825 focos ativos de fogo no território da Amazônia, crescimento de 111% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram 22.165 observados, de acordo com os números do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia. A série com dados oficiais dos últimos três anos sobre o desmatamento na Amazônia mostra que os alertas preliminares vêm sendo confirmados ano após ano.
Com as invasões promovidas por garimpeiros e a mobilidade forçada dos índios, por vezes até de forma violenta, os sistemas de saúde perdem os mecanismos de controle das populações na atenção básica de saúde, explica Christovam Barcellos, pesquisador da Fiocruz. "Não podemos deixar de considerar também as questões climáticas, que têm forte impacto no deslocamento dessas doenças", ressalta ele.

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