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Autor: Juliana Bandeira
23 de Set de 2015
Sob o tema "Fazendo a liderança: histórias transformadoras", o painel que abriu o segundo dia do VIII Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC) trouxe exemplo e atitudes que inspiram a conscientização sobre práticas que possam contribuir para o desenvolvimento sustentável. O CBUC ocorre em Curitiba (PR) e segue até sexta-feira (25).
O primeiro palestrante do dia, o professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing, Carlos Alberto Júlio, provocou reflexões sobre as questões ambientais ao abordar o tema "Princípios de liderança, mobilização e engajamento".
"Se eu desfruto de uma sombra hoje é porque alguém plantou essa árvore ontem. E isso serve para tudo. Os amigos que iremos ter na terceira idade são os que cultivamos hoje. Ou seja, se você não cuidar do curto prazo, você não terá o que desfrutar no longo prazo; e isso vale para as nossas relações, para as instituições e para a natureza".
Para Carlos Júlio a sociedade precisa oferecer muito mais que recursos financeiros para a causa do meio ambiente. "Precisamos nos doar. Doar nossa consciência, gestos e atitudes para mudar a atual lógica predatória que vivemos. Vivemos em um planeta em que 1 bilhão de pessoas não têm água potável para beber, ao mesmo tempo em que tantas outras usufruem de recursos tecnológicos e muito conforto; e essa disparidade ocorre, muito, por não sabermos gerir os recursos naturais. É uma gestão vergonhosa", afirmou.
Poços para quem tem sede
O canadense Ryan Hreljac, fundador da Ryan's Well Foundation, foi o segundo a palestrar no painel. Aos seis anos, na cidade de Kemptville, em Ontario, no Canada, ele começou a arrecadar dinheiro para construir poços em comunidades da África, que passavam inúmeras dificuldades pela escassez de água na região.
Ele contou que a iniciativa nasceu de uma provocação de uma professora, ainda na primeira série. "Ela explicou para minha turma que muita gente no mundo não tinha os mesmos privilégios que nós tínhamos. Disse que havia crianças que não podiam ir para escola porque não existia água e que elas estavam morrendo por isso. Lembro que me perguntei: como é que uma criança não tem um bebedor na escola? Então, a professora nos mostrou uma lista com coisas que poderíamos fazer para ajudar. Nessa lista, disse que com 70 dólares poderia prover a construção de um poço de água para essas crianças. Decidi que levantaria o dinheiro e que resolveria o problema de falta de água no mundo", disse o canadense.
Ryan contou que mais tarde viria a descobrir que precisaria de 2 mil dólares para construir esse primeiro poço e depois de mais de um ano de trabalho, com muitos percalços e dificuldades, arrecadando dinheiro, convencendo amigos, vizinhos e toda comunidade a ajudá-lo na causa conseguiu abrir o tão sonhado poço no norte da Uganda.
Foi o primeiro de mais de mil poços que já conseguiu construir na África, nos 15 anos de existência da Ryan's Well Foundation, ajudando a mais de 800 mil pessoas a ter água limpa. "Se você percebe que tem alguma coisa errada no mundo, precisa se perguntar o que você pode fazer para mudar isso. Se encontrar a resposta, apenas mantenha o foco", incentivou o palestrante, não sei antes lembrar: "As pessoas que fazem algo pelo mundo não são super-heróis, são ou foram meus vizinhos; meus amigos. Há muita capacidade em nosso redor. É só pensarmos no que podemos fazer para devolver ao mundo, aquilo que ainda temos de sobra".
As palavras do canadense foram endossadas pelo técnico administrativo do Parque Nacional do Iguaçu, Rafael Rodrigues, que se identificou com as ideias de Ryan Hreljac. "Se você tem foco, se tem paixão pelo que faz e consegue inspirar pessoas, vai conseguir realizar seus objetivos. São conceitos que levo para minha vida e no meu dia a dia".
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