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Povos isolados da Amazônia

USAID/Brasil - http://brazil.usaid.gov/
11 de Dez de 2010

O Centro de Trabalho Indigenista (CTI) lançou no dia 10 de dezembro o vídeo "Povos Isolados da Amazônia: Parceria para a Proteção", sobre o trabalho do CTI e da Fundação Nacional do Índio (Funai), em parceria com a USAID, de proteção dos povos indígenas da Amazônia que não têm contato com a sociedade não-indígena. O vídeo foi lançado em uma sessão exclusiva para funcionários e parceiros da USAID e a equipe da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília.

De acordo com Elias Bigio, da Funai, os povos isolados, também conhecidos como povos autônomos, são aqueles que escolheram não estabelecer contato com a sociedade brasileira. Acredita-se que essa decisão tenha decorrido de experiências traumáticas de contato vividas por esses grupos, que escolheram entrar mais na floresta para evitarem serem descobertos.

Como os membros desses povos não querem ser encontrados, é difícil precisar quantos indivíduos vivem nessa condição na Amazônia brasileira. A Funai, no entanto, tem 69 referências de áreas espalhadas por toda a Amazônia onde vivem grupos de isolados, mas por falta de condições materiais não consegue comprovar essas referências e tomar as providências legais necessárias para garantir a proteção a esses povos.

As principais ameaças a esses territórios são a exploração ilegal de madeira, a mineração e a grilagem de terras, além da caça e da pesca ilegais. Para impedir um contato que pode ser predatório para o meio ambiente e desastroso para os povos isolados, especialmente por causa de doenças contagiosas, a Funai estabeleceu frentes de vigilância e fiscalização em pontos estratégicos de acesso às terras indígenas.

A Funai mantinha no total seis Frentes de Proteção Etnoambiental para fiscalizar um total de 14 milhões de hectares de floresta amazônica. Com o apoio da USAID e a parceria com o CTI, a Funai conseguiu fortalecer o trabalho de proteção a esses povos nas três maiores Frentes, que cobrem cerca de 11,5 milhões de hectares. Após o fortalecimento dessa estratégia por meio da parceria com a USAID, o governo brasileiro ampliou as frentes de proteção de seis para 12, para fiscalizar um total de 27 milhões de hectares.

Essas terras indígenas, além de garantir a segurança física e cultural dos povos indígenas, contribuem também para a preservação da floresta amazônica, já que o uso desses territórios é exclusivo para os indígenas. "Esses povos indígenas vivem visceralmente da floresta, não tem como separar. Todos os povos indígenas vivem da terra, da floresta, mas os povos isolados aprofundam essa relação", afirma Gilberto Azanha, coordenador geral do CTI.

Para assistir ao vídeo, clique aqui(http://vimeo.com/17614325).

http://brazil.usaid.gov/pt/node/1095

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