VOLTAR

Povo ORO WARI´ocupa sede da FUNAI de Guajará-Mirim

Diário da Amazônia
01 de fev de 2006

Mais de 120 índios da comunidade Oro Wari (Pakkas Novos) estão acampados na sede do Incra em Guajará-Mirim, desde sexta-feira

Um grupo de mais de 120 índios da etnia Oro Wari (Pakaa Nova) ocupam desde a última sexta-feira a sede da Funai em Guajará-Mirim. Os índios das terras em Lage, Ribeirão, Pacaas Novos e Sagarana, dos municípios de Nova Mamoré e de Guajará-Mirim.
Eles estão revoltados com o grave acidente acontecido no dia 25 de janeiro que resultou com a morte de 06 de seus parentes e deixou 17 feridos. O caminhão fretado pela FUNAI capotou carregando na carroceria sacos de castanha e em cima da carga vinte e cinco pessoas. Os indígenas estão reivindicando a prisão imediata do motorista Jéferson Alves Cabral, que não possui carteira de habilitação e estava sob efeito de bebida alcoólica. As lideranças responsabilizam o administrador da FUNAI de Guajará Mirim, o Sr. Dídimo Graciliano de Oliveira, que em 30 anos de administração é conhecedor da situação e até hoje não adquiriu transporte adequado. As lideranças exigem a exoneração do administrador e de toda a sua equipe. O atual administrador também é acusado de encobrir abusos de funcionários da FUNAI com bebida, mulheres indígenas e roubo de madeira e descaso no atendimento na sede da FUNAI. No final de junho de 2005, as lideranças manifestaram na frente da sede da FUNAI pedindo a exoneração do servidor Edílson, responsável pela fiscalização, acusado de graves irregularidades denunciadas no Ministério Público Federal. O administrador prometeu que no prazo de um mês o servidor seria demitido, mas até hoje nada aconteceu. Os Oro Wari reivindicam a presença do Presidente da FUNAI de Brasília, exigem a nomeação de um novo administrador indicado por eles, assim como a aquisição de transporte para viajar com segurança até a cidade e comercializar seus produtos: caminhões, ônibus e barcos. As lideranças estão aguardando a vinda de mais pessoas das aldeias e garantem que só deixam a sede da FUNAI depois de terem as suas reivindicações atendidas. Vários setores da sociedade estão manifestando o seu apoio.

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.