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Posseiros e índios exigem presença de governador e ministro da Justiça

Olhar Direto - http://www.olhardireto.com.br/
26 de jun de 2012

Os posseiros e indígenas que bloquearam as rodovias federais BR-158 e BR-080 em protesto contra a desintrusão da reserva de Maraiwatsede estão reivindicando a presença, na área de conflito, do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, do governador do Estado, Silval Barbosa (PMDB), do presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PSD), e do desembargador Souza Prudente, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

A reivindicação está na pauta assinada na última segunda-feira (25) pelo presidente e pelo vice-presidente da Associação dos Produtores da Gleba Suiá-Missú (Aprosum) dos municípios de Alto Boa Vista e São Félix do Araguaia, Renato Teodoro da Silveira Filho e João Ribeiro Camelo, respectivamente.

A intenção é que as autoridades federais e do Estado constatem in loco a não procedência do pleito da Fundação Nacional do Índio (Funai) de assentar os índios xavantes na área de Maraiwatsede, demarcada sobre as terras remanescentes da antiga fazenda Suiá Missú.

A Funai, junto ao Ministério Público Federal (MPF), conseguiu decisão monocrática no TRF1, assinada pelo desembargador Souza Prudente, suspendendo liminar que assegurava aos posseiros a permanência na região. Entre outros, a Justiça considerou laudo antropológico que aponta a incidência de resquícios de ocupação xavante nas terras de Suiá Missú.

Terras

Fazendeiros e parte dos índios xavantes alegam que o laudo foi equivocado ou fraudado e que a verdadeira área de ocupação tradicional xavante já foi usada para assentamento da reforma agrária e encontra-se a pelo menos 80 quilômetros de distância, por isso reivindicam cumprimento de permuta proposto pelo Estado que os enviaria para o Parque Estadual do Araguaia.

Com esta causa, desde a noite do último sábado, cerca de 300 posseiros e quase 150 indígenas contrários à demarcação de Maraiwatsede bloqueiam as rodovias federais BR-158 e BR-080.

Os manifestantes xavantes ou não-índios querem mostrar às autoridades que não há resquícios de ocupação indígena na área em litígio, reivindicada pelos xavantes liderados pelo cacique Damião Paridzané com apoio da Funai e do MPF. A própria Funai já teria atestado a inexistência dos resquícios por duas vezes antes do laudo produzido pela perita antropológica dizendo o contrário, como consta do documento com a pauta de reivindicações da Aprosum.

Caos social

O documento enfatiza o caos social que resultaria da retomada das terras demarcadas como reserva indígena xavante, daí a validade da alternativa do acordo (permuta).

Alegam os produtores que uma verdadeira cidade - Estrela do Araguaia, antigo Posto da Mata - se ergueu durante os anos no local, reunindo cerca de sete mil pessoas com aproximadamente 500 crianças em idade escolar - como já teriam atestado as administrações municipais de Alto Boa Vista e São Félix do Araguaia.

Os pecuaristas da região criam mais de 200 mil cabeças de gado, menciona o documento.

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