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Policiais militares realizam ações de prevenção às drogas em aldeias indígenas

Criança PB - http://www.crianca.pb.gov.br/
Autor: Bruno Ribeiro
06 de mai de 2010

Prevenir as crianças indígenas do Rio Tinto e de Baia da Traição sobre o uso de entorpecentes. Esse é o objetivo do Programa Educacional de Resistência as Drogas e à Violência (Proerd), realizado por policiais militares voluntários, que ministram palestras sobre o assunto na região. Além das orientações, são realizadas também peças de teatro, leitura e atividade lúdicas abordando o assunto das drogas para os meninos e das meninas.

As visitas ocorrem duas vezes por semana e as atividades dos policiais são inseridas entre os intervalos das aulas normais da escola. Com uma linguagem simples e usando atividades lúdicas, eles tentam mostrar às crianças os malefícios que causam o consumo de drogas.

De acordo com o coordenador do programa, major Jomário Fernandes, as atividades do Proerd são realizadas por PMs que moram nas áreas próximas às escolas. "Adotamos essa prática porque os voluntários dão as palestras no dia de folga deles", completa.

Segundo o major, apesar do Proerd existir desde 2000, esta é a segunda vez que os indígenas recebem aulas. "O motivo é que só agora conseguimos policial habilitado para atuar em Rio Tinto e Baía Traição", explica.

Trabalho em parceria
Para o coordenador geral do Programa Estadual de Combate às Drogas, Deusimar Guedes, a iniciativa é vista com muito bons olhos. Segundo ele, os resultados dessa ação só aparecem a longo prazo. "O combate precisa da sensibilização de todos: escola, família, governos e iniciativa privada. Só através da união é que será possível vencer essa batalha", afirma.

Pesquisa realizada pelo Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, da Universidade Federal de São Paulo), mostrou que 2,5% dos alunos dos ensinos fundamental e médio de João Pessoa já experimentaram crack, pelo menos uma vez na vida. Esse percentual é maior do que o registrado em São Paulo e Belo Horizonte, onde o índice ficou abaixo de 2%. Isso faz João Pessoa ocupar o primeiro lugar no ranking de capitais com o maior número de estudantes usuários de droga do Brasil. "Inicialmente, o crack ocupava apenas as periferias, mas, agora, está disseminada em todas as classes", completa Deusimar.

Os entorpecentes representam o maior problema de saúde pública do mundo. Entre as drogas mais consumidas está o crack, considerado de alto poder destrutivo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 90% dos usuários se tornam dependentes.

Com informações da Secom-PB.

http://www.crianca.pb.gov.br/site/?p=2298

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