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Polícia_Federal_deflagra__Operação_Pindorama__em__Roraima

Brasil Norte-Boa Vista-RR
19 de Mai de 2004

A Operação que resultou na prisão de funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai), por contrabando de animais silvestres, já chegou a Roraima. Paralelamente às ações determinadas pelos mandados que estão sendo cumpridos desde o dia 13 deste mês nos estados de Rondônia, Amapá, Pará, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e São Paulo, a Divisão de Repressão aos Crimes Contra o Meio Ambiente e o Patrimônio Histórico deflagrou ações no Acre, em Roraima, Amazonas e Bahia.

Os agentes estão promovendo batidas policiais nos principais comércios de artesanatos que são usados como fachada para esconder o esquema do tráfico internacional de animais silvestres. Já foram presas 11 pessoas que estariam envolvidas nos crimes de contrabando, formação de quadrilha, corrupção e receptação.

Segundo a Polícia Federal, as suspeitas estão sendo confirmadas com as oitivas dos presos e a análise do material apreendido. A atuação do grupo guarda características de delinqüência organizada, uma vez que seus membros se comunicavam entre si, encomendando e despachando mercadoria com destino à Europa e aos EUA.

Peças
Mais de mil peças foram apreendidas e estão em análise. Plumas, penas, ossos, dentes e garras de inúmeros e raríssimos animais silvestres são objeto do interesse de comerciantes no Brasil e no exterior, que se utilizam de mão-de-obra indígena, e das inúmeras lojas que comercializam tais itens - inclusive a Artíndia (loja que funciona na sede da Funai).

De acordo com os inquéritos, durante os últimos 12 meses, inúmeras evidências materiais que comprovam a existência de um mercado paralelo para a comercialização ilegal desses itens. Muitas vezes dezenas de animais eram mortos para a confecção de uma única peça

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