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Autor: Rose Guglielminetti
30 de Jul de 2018
Plano prevê proteção de céu do Observatório Municipal Jean Nicolini
30/07/2018
Rose Guglielminetti
O Plano de Manejo da APA (Area de Proteção Ambiental) de Campinas vai ganhar um projeto de proteção estelar. A ideia é estabelecer uma série de restrições de uso para a área de entorno do Observatório Municipal Jean Nicolini - instalado no Pico das Cabras, no distrito de Joaquim Egídio.
O chamado Observatório de Capricórnio é o principal ponto da cidade na observação de astros e estrelas e de pesquisas astronômicas, mas corre risco por conta do aumento da ocupação nas áreas de preservação ambiental.
"Há mais ou menos três anos, eu fiz um levantamento e contabilizei 40 pontos de luz no entorno do observatório. Hoje já passam de 100", diz o astrônomo, Júlio Lobo. Segundo ele, o excesso de iluminação pode afetar o potencial turístico da região proporcionado pelo observatório, além de prejudicar pesquisas científicas.
O projeto de proteção estelar - que está sendo apresentada pela Secretaria do Verde em audiências públicas - define o tipo de iluminação a ser permitida em extensões que vão de 300 metros a 10 km de distância do observatório.
O projeto vai proibir qualquer tipo de edificação ou iluminação nos terrenos inseridos num raio de 300 metros. e proíbe qualquer tipo de edificação ou iluminação nos terrenos inseridos nesta área.
A um quilômetro de raio, ficam proibidos sistemas de iluminação externa às edificações com altura superior a 2,5m, mesmo quando provido de anteparo de direcionamento para baixo. Proibirá, ainda, a permanência de veículos estacionados com faróis ligados.
Num raio de 2 km do Observatório ficam proibidos sistemas de iluminação externa com altura superior a 3m, mesmo com anteparo direcionado para baixo ou a instalação de torres de alta tensão, retransmissão ou caixas d'água com altura superior a 7m. Há, ainda, restrições para distâncias que vão de 5km e 10km.
Fiscalização
Júlio Lobo diz que além das normas, a prefeitura deverá estabelecer um sistema rigoroso de fiscalização. Diz ainda, que a proteção da área não será benéfica apenas para o observatório.
"Trata-se de uma região de fauna e flora riquíssimas", diz ele, lembrando que a ocupação desordenada poderá afetar severamente o equilíbrio ambiental.
A APA-Campinas abrange uma área de 22.300 hectares e inclui os distritos de Sousas e Joaquim Egídio, além dos bairros Carlos Gomes, Chácaras Gargantilha e Jardim Monte Belo. Pelo plano, as áreas urbanas da APA vão poder receber empreendimentos imobiliários.
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