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Piracicaba tera 'passarela' para capivara

OESP, Geral, p.A8
11 de Out de 2004

Piracicaba terá "passarela" para capivara
CAMPINAS – As capivaras que habitam o campus da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo, vão ganhar um túnel sob a Avenida Comendador Pedro Morganti, no bairro Monte Alegre, em Piracicaba. O chamado capivaroduto” pretende impedir que os animais atravessem a pista e causem acidentes de trânsito.
O túnel terá 1 metro de diâmetro por 10 metros de comprimento. Para que as capivaras não tenham acesso à avenida, está sendo construído também um alambrado de 100 metros, que percorrerá a saída e a entrada do duto. As obras devem terminar no final do mês e terão um custo total de R$ 25 mil.
A construção está a cargo da Votorantim Celulose e Papel (VCP), empresa que tem essa avenida como principal acesso. Em agosto, um funcionário morreu ali em um acidente de moto. Ele atropelou duas capivaras que dormiam na pista. A empresa tem 600 funcionários em quatro turnos de trabalho.
Segundo a prefeitura do campus da Esalq, entre 400 e 500 capivaras habitam os 900 hectares de matas, culturas agrícolas e nascentes que rodeiam a avenida. Os animais provocam mais do que problemas de trânsito. A capivara é hospedeira do carrapato estrela, principal transmissor da febre maculosa. Trata-se de uma doença que se não for diagnosticada e tratada em tempo pode matar uma pessoa em duas semanas.
No ano passado, o filho de um professor da Esalq morreu depois de contrair a febre. Em uma contagem informal dos funcionários da escola, ocorreram seis casos da doença nos últimos três anos. O primeiro foi em 2001, quando o filho do professor de zootecnia Alexandre Vaz Pires brincava em um pasto e foi picado por carrapatos.
Em abril, diante dos problemas com os animais, o Laboratório de Ecologia Ambiental da Esalq e o Ibama firmaram parceria para estudar meios de controle e manejo da capivara na região. Formamos um grupo para saber quais medidas podem ser tomadas, já que matar os animais não é permitido”, disse o prefeito do campus Marcus, Vinícius Folegatti. (Rose Mary de Souza, especial para o Estado)

OESP, 11/10/2004, p. A8

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