Estado de S.Paulo-São Paulo-SP
Autor: EDSON LUIZ
01 de Mai de 2003
Plantações na Colômbia já estariam a menos de 100 quilômetros da fronteira com o Brasil
- Investigações da Polícia Federal descobriram que a fronteira do País não está sob ameaça apenas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Levantamento da PF constatou que as plantações de coca avançam pela floresta colombiana e a menos de 100 km da região conhecida como Cabeça do Cachorro, no Rio Negro, Amazonas, bem próximo a aldeias indígenas.
Segundo o coordenador de Projetos Especiais da PF na Amazônia e chefe da Operação Cobra, Mauro Spósito, as plantações estão dentro da área onde hoje atuam as Farc e próximas a Mitú, capital do Departamento de Vaupés. Lá, os guerrilheiros têm um grande acampamento. Anteriormente, os maiores cultivos foram localizados em Barrancominas, onde atuavam Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e Leonardo Dias Mendonça, o Léo.
A nova descoberta fez com que as autoridades brasileiras agissem com maior rigor na fronteira, como em Melo Franco, onde a União implantou um posto avançado depois da descoberta da aproximação das Farc. A tendência é enviar mais policiais para a Amazônia, onde duas novas operações de repressão ao tráfico de drogas foram criadas nesta semana, para atuar nos Estados do Acre, Amazonas e Roraima.
Segundo a PF, nos últimos dois anos houve uma diminuição de 60% na entrada de cocaína no Brasil nesta parte da fronteira. Além da cocaína, a PF está preocupada com o avanço dos cultivos de papoula na Colômbia, aumentando o tráfico de heroína no País.
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