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PF vai a Juína investigar sumiço de amigos após conflito com índios

G1 - www.g1.globo.com
08 de dez de 2015

A Polícia Federal se deslocou, nesta sexta-feira (11), para Juína, a 737 km de Cuiabá, para apurar o desaparecimento de dois amigos que desapareceram na última quarta-feira (9), após passarem por um bloqueio de cobrança de pedágio feito por índios da etnia Enawenê-nawê, na BR-174. Segundo informações da PF, o delegado de Defesa Institucional, Hércules Ferreira Sodré, é quem coordena a investigação na local.

A suspeita das famílias de Genes Moreira dos Santos Júnior, de 24 anos, e Marciano Cardoso Mendes, de 25 anos, é de que ambos tenham sido sequestrados pelos índios depois de um desentendimento no local do pedágio.

A Polícia federal abriu um inquérito para apurar o caso e a equipe deve verificar, no local, o que realmente ocorreu com os dois amigos. Segundo a PF, a ida do delegado e da equipe à aldeia indígena onde os rapazes estariam presos, localizada entre Juína e Rondônia, não está descartada.

Conflito

A Polícia Federal em Cuiabá declarou que foi comunicada que duas pessoas teriam tentado passar por um bloqueio indígena e que houve um conflito. Para a PF, a informação repassada é de que os amigos teriam sido presos e mantidos reféns na aldeia indígena.

Segundo familiares, Genes é vendedor e Marciano trabalha como motorista. Ambos estavam estavam em uma caminhonete quando passaram pelo pedágio dos índios. Eles moram em Juína e seguiam para Vilhena (RO) para fazer compras para revender em Mato Grosso. Segundo a irmã de Genes, ambos pagaram o pedágio e passaram, mas os índios teriam alegado que eles atiraram contra uma placa.

Sequestro

Caso o sequestro seja confirmado, não será o primeiro caso registrado em Mato Grosos, envolvendo indígenas. Em outubro de 2014, o coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) de São Félix do Araguaia, a 1.159 km de Cuiabá foi sequestrado por índios da etnia Karajá, que reivindicavam melhorias na saúde das comunidades indígenas da região. Ele foi mantido refém na Aldeia Fontoura, que filha na ilha do Bananal, na divisa de Mato Grosso com Tocantins. O coordenador conseguiu fugir da aldeia quatro dias depois.

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