O Globo, O País, p. 14
10 de Jun de 2006
PF prende 33 pessoas por comércio ilegal de madeira tirada da Amazônia
Quadrilha envolvia madeireiros, funcionários do Ibama e despachantes
Trinta e três pessoas foram presas pela Polícia Federal por comercializar ilegalmente madeira extraída na Amazônia. A Operação Novo Empate foi feita em conjunto com o Ibama. Foram expedidos 74 mandados de busca e apreensão em Rondônia, Acre, Amazonas, São Paulo e Mato Grosso.
Cerca de 300 policiais federais participam da ação para desarticular uma quadrilha envolvendo madeireiros, funcionários públicos e despachantes que comercializavam madeira ilegal. Das prisões temporárias, 23 foram feitas no Acre, uma em Mato Grosso, oito em Rondônia e uma no Amazonas
O grupo viabilizava a extração ilegal de madeira fraudando o sistema de controle de Autorização para Transporte de Produtos Florestais (ATPF), utilizando empresas fantasmas e empresas legalmente estabelecidas para obter a autorização e "esquentando" o estoque de madeireiras no Acre e em Rondônia.
Para driblar a lei, a quadrilha trocava constantemente a titularidade e o endereço das empresas. Mesmo sendo fantasmas, as empresas obtinham grande quantidade de ATPFs no Ibama, com a cooperação de funcionários do setor responsável pela entrega dos documentos de autorização de transporte florestal.
O nome da operação é uma referência ao líder seringueiro Chico Mendes. O empate era uma forma pacífica de resistência criada por ele e seus companheiros que consistia na presença de famílias, homens, mulheres e crianças para empatar (ocupar) o local que seria desmatado. Mediante a argumentação, o encarregado do desmatamento desistia de continuar a devastar a floresta nativa.
O Globo, 10/06/2006, O País, p. 14
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