OESP, Nacional, p. A21
08 de Abr de 2006
PF encontra corpo de guerrilheiro das Farc
William Céspedes havia fugido durante confronto em que outros 2 homens foram presos
A Polícia Federal encontrou na madrugada de ontem o corpo do colombiano William Norbey Céspedes, de 20 anos, foragido durante o confronto de quarta-feira na reserva de Cucuí, localizada no município de São Gabriel da Cachoeira, a 950 quilômetros de Manaus. Segundo fontes da PF, Céspedes fazia parte do grupo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs) que tentava levar munição, armas e dinheiro para o país. Os guerrilheiros Justo Alexander Ramos Ramires, de 32 anos, e Wilver Yeilson Daza, de 30, foram detidos em Cucuí e chegaram ontem à tarde em Manaus para prestar depoimento.
Diferentemente do que afirmara a polícia na véspera, os suspeitos foram encontrados em uma trilha usada por traficantes para evitar a fiscalização na fronteira - e não em uma embarcação no Rio Negro. Na ocasião, os policiais abordaram o grupo, que reagiu a tiros. A PF conseguir prender dois dos integrantes e uma grande quantidade de dinheiro, munição e armas de fabricação brasileira, com o brasão do Exército. Os três fuzis, uma pistola e um revólver apreendidos não têm a identificação no casco. As armas podem ter sido desviadas antes da impressão do número de patrimônio do Exército.
As investigações foram atrasadas pela dificuldade de acesso à área. Cucuí é uma reserva indígena na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Venezuela. Por conta da imensidão da floresta e do difícil acesso, o local se torna constantemente rota para o narcotráfico, um caminho fácil para Colômbia, Venezuela e Guianas. A única maneira de chegar a Cucuí é pegar um avião em São Gabriel da Cachoeira. O vôo dura uma hora. O local do confronto fica ainda a algumas horas de caminhada da base brasileira na fronteira.
Os dois presos e o corpo de William Norbey Céspedes foram transportados a Manaus por um avião Búfalo da Força Aérea Brasileira, único capaz de pousar em Cucuí. "A Força Aérea tem dado todo o apoio. A FAB colocou a aeronave Búfalo à disposição da Polícia Federal no dia seguinte ao do confronto e ficou fazendo o transporte de militares para reforçar o pelotão de fronteira", declarou o Tenente Guerreiro, do 7o Comando Aéreo Regional (Comar).
OESP, 08/04/2006, Nacional, p. A21
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