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Autor: Anderson Oliveira
15 de Mai de 2013
A Polícia Federal de Vitória da Conquista (BA) cumpriu, na manhã desta quarta-feira, sete mandados busca e apreensão e condução coercitiva, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal e o Ibama. A Operação Grandis, deflagrada hoje pela PF, tem como objetivo reprimir o comércio ilegal de carvão mineral extraído de uma área de proteção ambiental no município de Cândido Sales.
Com os mandados de condução coercitiva, a polícia pôde levar um agente da PRF e outros seis acusados para interrogatório na delegacia da PF. Entre os envolvidos estão gerentes e proprietários de carvoarias clandestinas. Seis deles foram liberados, já que não havia mandado de prisão, e uma pessoa foi presa em flagrante por posse ilegal de armas e receptação, pois portava uma arma Taurus 380 que pertencia à Polícia Militar de Alagoas.
A madeira que dava origem ao carvão vegetal nativo era extraída clandestinamente com a exploração da população local, que recebia pouco dinheiro pelo serviço e nenhuma espécie de proteção trabalhista.
De acordo com o delegado da Polícia Federal de Vitória da Conquista, Rodrigo Souza Kolbe, os acusados responderão por crimes ambientais, formação de quadrilha, e corrupção ativa e passiva. Esta última acusação deve-se à participação do policial rodoviário, que atuava na BR-116 como um facilitador do transporte da mercadoria, garantindo que a quadrilha passasse por postos policiais com documentos forjados.
O delegado não soube precisar a quantidade exata de carvão encontrado no local. O produto deve ser recolhido pelo Ibama, que dará uma destinação ao carvão. O nome "Grandis", dado à operação, tem origem no nome científico do eucalypto grandis, espécie de eucalipto utilizada para fabricação de carvão.
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