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26 de Nov de 2012
Apesar do crescente alarme sobre a mudança climática, quase 200 nações reunidas a partir desta segunda-feira (26) em Doha pouco terão a oferecer além de palavras sobre a necessidade de conter as emissões de gases de efeito estufa.
O provável fracasso na definição de uma prorrogação significativa do Protocolo de Kyoto - tratado que obriga as nações desenvolvidas a reduzirem suas emissões - deve também enfraquecer a busca por um novo acordo que junte países ricos e pobres na luta contra o aquecimento global a partir de 2020.
"A situação é muito urgente. Não podemos mais dizer que a mudança climática é um problema para amanhã", disse Andrew Steer, presidente do Instituto dos Recursos Mundiais, de Washington, nos EUA.
Há dois anos, numa conferência semelhante, os países da Organização das Nações Unidas (ONU) decidiram limitar o aquecimento global a 2" C acima dos níveis pré-industriais. Mas as emissões de gases do efeito estufa bateram um novo recorde no ano passado, apesar da desaceleração da economia global.
Na semana passada, um estudo divulgado pela ONU mostrou que o mundo se encaminha para um aumento de 3" C a 5" C nas temperaturas médias, o que pode causar mais inundações, secas, ondas de calor e elevação dos níveis dos mares.
"Uma resposta mais rápida à mudança climática é necessária e possível", disse Christiana Figueres, diretora do Secretariado de Mudança Climática da ONU, em nota na qual delineou as expectativas para o encontro, que vai até a sexta-feira da semana que vem, dia 7 de dezembro.
A reunião acontece em um amplo centro de convenções do Qatar, primeiro país da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) a receber a conferência climática anual, e a nação do mundo com a maior taxa per capita de emissões de gases do efeito estufa - quase o triplo da média americana.
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