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‘Pesquisadores e turistas aliciam índias acreanas’, revela arcebispo

Jornal da Tribuna - www.jornalatribuna.com.br
Autor: Gilberto Lobo
29 de Set de 2008

O arcebispo de Manaus, dom Luiz Soares Vieira, denunciou no final da oitava Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) que a Amazônia tornou-se uma das maiores rotas de tráfico de mulheres.

"As redes vão buscá-las nas aldeias mais pobres do interior com promessas de emprego em Portugal e, quando elas se apercebem, estão presas numa teia do onde já não podem mais fugir", disse.

A informação foi publicada no jornal Diário do Amazonas, na última segunda-feira. Mas a denúncia não foi encaminhada à diocese de Rio Branco como deveria ter acontecido, posto que a denúncia é generalizada a todo o território da Amazônia Legal conforme afirmação do padre Asfury por telefone à equipe da TRIBUNA.

O líder indígena Sabá Manchineri também não confirmou a denúncia sobre tráfico de índias nas aldeias acreanas. No entanto, declarou que há no Estado outro tipo de aliciamento de índias, envolvendo pesquisadores e turistas tanto estrangeiros como brasileiros.

Segundo o líder, esses grupos vão às aldeias e acabam se envolvendo sexualmente com as mulheres das tribos. Esse fato tem provocado conflitos entre os índios e os não-índios e tem desestruturado as famílias indígenas.

"Prova disso são as crianças mestiças que estão nascendo nas aldeias. Isso está gerando um problema de convivência entre os maridos e mulheres das aldeias. Eles chegam dizendo que vêem em nome da ciência", disse Sabá Manchineri

CEP
Dom Luiz é vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e participou do evento com mais 12 bispos da comunidade lusa: Angola, Lunda, São Tomé, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Maputo, Portugal e Timor-Leste.

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