24 Horas News-Cuiabá-MT
27 de Nov de 2003
A educação dos povos indígenas nas escolas urbanas foi tema de duas dissertações defendidas ontem, dia 26, no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Maristela Sousa Torres defendeu ´´Interculturalidade e Educação: Um olhar sobre as relações interétnicas entre alunos Iny Mahadu e a comunidade escolar da região do Araguaia``, e Gerson Carlos Resende dissertou sobre ´´A relação entre indígenas e não-indígenas em escolas urbanas: Um estudo de caso na cidade de Campinápolis - MT.
Estes são os primeiros estudos realizados nesse campo, na UFMT, e foram desenvolvidos sob a orientação da professora Maria Lúcia Rodrigues Müller, para a obtenção do título de mestre na área de Educação, Cultura e Sociedade, com enfoque em Movimentos Sociais, Política e Educação Popular. A banca que examinou a dissertação de Maristela Torres era composta pela professora Maria Lúcia Müller, pela antropóloga e professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Moema de Poli Teixeira, e pela coordenadora da linha de pesquisa em Movimentos Sociais, Cultura e Sociedade, Artemis Torres. O trabalho de Gerson Resende foi avaliado, também, por Maria Lúcia Müller e Moema Teixeira, e pelo professor de Pós-graduação em Educação, Darci Secchi.
A pesquisa de Maristela Torres aborda a temática das relações entre os povos indígenas e os segmentos da sociedade nacional, mais especificamente, as relações interétnicas dos povos indígenas Iny Mahadu e a comunidade escolar das cidades de Santa Terezinha, Luciara e São Félix; localizadas na Região do Araguaia, no Nordeste do Estado de Mato Grosso. As aldeias estudadas foram: Krehawa, Majterytawa, Itxalá, Macaúba e Hãwaló.
Gerson Resende verificou a percepção da comunidade escolar não-indígena do município de Campinápolis, Mato Grosso, sobre os alunos Xavantes e seu povo, bem como a percepção destes, sobre a comunidade escolar não-indígena.
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