A Crítica - http://acritica.uol.com.br/
Autor: Tayana Martins
21 de Set de 2011
O Amazonas tem 10.482,9 quilômetros quadrados de área de pastagem destinada a pecuária. O número foi apontado pela pesquisa TerraClass, lançada neste mês e elaborada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O "Levantamento de Informações de Uso e Cobertura da Terra na Amazônia", como a pesquisa foi denominada, apontou que dos pouco mais de 31.957 quilômetros quadrados de área desmatada no Amazonas até o ano de 2008, 26.152,8 quilômetros quadrados, o que equivale a 81,85% do desmatamento registrado, são de áreas de pasto e outras com vegetação secundária (onde já foi realizado algum tipo de atividade com a retirada da vegetação e a própria natureza está se recompondo).
Buscando ter mais controle das áreas de pastos no Amazonas, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SDS) deve firmar hoje um Termo de Cooperação Institucional com Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (FAEA) para que não aumentem as áreas destinadas para pastos no Estado e recuperem terrenos que já foram deteriorados pela atividade econômica. O termo de cooperação que será firmado entre o governo do Estado, agricultores e pecuaristas e solicita a esses trabalhadores que evitem desmatar novas áreas para pastos e recuperem os terrenos que já foram utilizados para esse fim, como as de solo exposto, de pasto sujo e com regeneração natural. "As terras destinadas a pecuária que temos atualmente são mais do que o suficiente. Não precisa abrir novos campos, desmatar mais área, é preciso preservar o que temos", afirmou a secretária da SDS, Nádia Ferreira.
O acordo tem a duração de três anos, podendo o prazo ser prorrogado por igual período. Dentre os procedimentos estabelecidos no documento está a realização de atividades educativas para a recuperação das áreas e o incentivo a utilização de novas tecnologias nas atividades rurais. A SDS irá solicitar aos bancos que tem linhas de crédito para essas atividades, que condicionem a liberação de verba com a melhoria das áreas de pastagem. "Vamos solicitar aos bancos que tenham essa preocupação. Não podemos mais permitir que a pecuária continue no Amazonas com técnicas arcaicas. Hoje temos novas tecnologias e isso precisa ser utilizado a favor da preservação do meio ambiente", destacou. A pesquisa TerraClass foi financiada pelos Ministérios da Ciência Tecnologia e Inovação, da Agricultura Pecuária e Abastecimento, do Meio Ambiente, Inpe, Embrapa e Banco Mundial.
Esta foi a primeira vez que os dados de desmatamento da Amazônia Legal foram detalhados de acordo com a utilização das terras. O lançamento foi feito em Brasília, no início deste mês, com a presença de secretários de meio ambiente dos estados da Amazônia Legal.
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