Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
20 de Fev de 2004
Depois das grandes reservas indígenas consolidadas na Amazônia, os pedidos para criação de outras do gênero aparecem em vários Estados das regiões Centro e Sul. A informação foi dada pelo deputado Luiz Carlos Heinze (PT-RS), membro da Comissão Externa da Câmara Federal, que veio a Roraima analisar a questão da reserva Raposa/Serra do Sol.
Avaliando os resultados obtidos aqui, o parlamentar acredita que a Comissão tenha atingido as metas. Acrescentou que a demarcação e homologação de reservas indígenas são uma questão de interesse nacional. Disse que em Estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina, propriedades médias são alvo de cinco mil índios que reivindicam terras.
"Semana passada, mataram o presidente de um sindicato rural. Então, existe também um movimento político por trás disso. Eu tenho uma opinião particular. Entendo que existem interesses maiores, que extrapolam as fronteiras do Brasil".
O parlamentar disse que os interesses na esterilização de tantas terras têm um motivo. "Temos nesta região grandes riquezas, de minerais nobres. Europeus, norte-americanos e asiáticos, entre outros, sabem muito mais do que nós, o que existe no nosso subsolo. O Brasil detém 20% da água doce do planeta e casualmente, deste percentual, 16% estão na Amazônia. Futuramente, água vai valer mais que ouro. Então, alguém deve estar enxergando 30 ou 40 anos na frente".
Heinze disse que a Comissão observa as interpretações da Constituição Federal. Uma faceta foi exposta pelo atual ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Mas tem ainda a decisão do ex-ministro da Justiça, Nelson Jobim, que será o futuro presidente do Supremo Tribunal Federal.
"Ele [Jobim] fez um extenso trabalho sobre a demarcação. Esteve aqui, visitou comunidades indígenas e conversou com os diversos setores interessados. Por ser um jurista de renome, oferece uma linha que poderemos seguir", comentou
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