Radiobrás-Brasília-DF
Autor: Keite Camacho
17 de Mai de 2005
A produção de soja chegou a 3,8 milhões de toneladas na região norte do Mato Grosso, em 2004. Com a pavimentação e recuperação da rodovia BR-163, que liga Cuiabá, no Mato Grosso, a Santarém, no Pará, a previsão é que haja um aumento na produção por conta da facilitação do transporte, chegando a 6 milhões de toneladas em 2007 e 12 milhões a partir de 2015. As informações são do coronel Paulo Roberto Dias Morales, chefe da Divisão de Ensino e Pesquisa do Instituto Militar de Engenharia (IME).
"Se o projeto é viável com a soja, com muito mais forte razão será viável quando entrarem os outros componentes, como algodão, milho, arroz e produtos fertilizantes que vem do norte para o sul", disse o coronel. Morales apresentou hoje Estudos de Viabilidade Técnica e Econômica, o Plano de Exploração Rodoviária e o Plano Básico Ambiental para uma platéia de representantes de empresas de engenharia, construtoras, políticos e ambientalistas, em audiência pública no Ministério dos Transportes.
De acordo com ele, a pavimentação da estrada permitirá uma melhor qualidade de vida para a população local, que passa a ter acesso mais fácil a postos de saúde, escolas, além de um aumento na safra agrícola de produtos como a soja. "(A estrada) vai afetar para melhor (a vida da população do entorno). A partir do momento que vem a estrada, vem o Estado. Onde hoje não tem hospital e escola, haverá. Além disso, as condições de uma nova indústria e todo o resto de iniciativas privadas que passarão a ocupar a região", considerou.
Segundo Morales, a obra deve durar três anos e contará, em grande parte, com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao concessionário que vencer a disputa do processo de licitação. O direito de exploração da via está previsto para um período de 25 anos e o valor do pedágio na faixa de R$ 7,60 por eixo.
O coronel afirmou que há condições para que as obras se iniciem no início de 2006, dependendo de um cronograma do governo federal. Antes disso, o projeto deve passar pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Só depois será publicado o edital.
"O projeto está concluído, faltando apenas algumas complementações. A audiência dá início ao processo de comunicação do empreendimento à sociedade. No TCU, serão analisados os aspectos de custos e outras considerações sobre o empreendimento como um todo", afirmou.
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