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Pataxós questionam exoneração de chefe de Núcleo da FUNAI

Coiab
22 de fev de 2008

Os 14 caciques pataxós da área de Porto Seguro entregaram nesta quarta-feira no gabinete do senador João Durval, em Brasília, mais um manifesto. Desta vez eles protestam contra a exoneração "intempestiva" do chefe do Núcleo de Porto Seguro. Zeca Pataxó foi exonerado sem maiores explicações no último dia 14 de fevereiro, deixando os índios, conforma o manifesto, em situação "inquietante".

As lideranças pataxós já haviam procurado o senador João Durval no final do ano passado. Eles alegam que jamais foram recebidos pelo atual presidente da FUNAI. A reivindicação era reverter o ato de extinção da Unidade Gestora do Núcleo de Apoio Local, que transferiu todas as decisões para Ilhéus.

Além de manter apenas um Núcleo, em Porto Seguro, a FUNAI agora demite Zeca Pataxó. Por isso os caciques, que representam 12.800 indígenas de nove comunidades protestam contra a decisão que consideram "arbitrária". Eles sempre defenderam que os postos e a própria FUNAI sejam dirigidos por índios.

Os caciques denunciaram também ao Ministério Público a atuação da antropóloga Leila Souto Maior. Segundo eles ela foi contratada para entregar um estudo antropológico da região de Barra Velha e Coroa Vermelha em um ano. "Já faz quatro anos e esse estudo não só não foi entregue, como acabou criando problemas dos índios com os fazendeiros da região", afirma um deles. Na denúncia que a juíza Débora Duprat da 6ª Câmara mandou investigar, eles asseguram que a FUNAI já gastou mais de R$ 250 mil entre diárias, passagens e locação de carro para a funcionária que "só vai a Porto Seguro fazer turismo", como afirma um dos caciques.

MOVIMENTO - O Núcleo de Porto Seguro funcionava bem, segundo as lideranças locais, especialmente depois de firmar convênios com o Governo do Estado para a construção de casas e pavimentação de Coroa Vermelha. Além da aquisição de sementes e implementos agrícolas. "Mexeram logo onde estava funcionando", reclamam.

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