VOLTAR

Parte do Vale do Cuiabá poderá virar um parque

O Globo, Rio, p. 11
21 de Jan de 2011

Parte do Vale do Cuiabá poderá virar um parque

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) começou esta semana estudos para a implementação de áreas de proteção - conhecidas como parques fluviais - ao longo das margens dos rios de cidades atingidas pelas chuvas na Região Serrana. A primeira fase do projeto já está em andamento: técnicos do órgão estão analisando imagens de satélite para verificar alterações no curso das águas. O Vale do Cuiabá, em Petrópolis, será uma das áreas beneficiadas.
Número de mortos já passa de 760 na Região Serrana
- Após a tragédia, os córregos definiram uma nova área de inundação. Estamos começando os primeiros levantamentos para a criação de parques fluviais como os que implementamos, por exemplo, ao longo dos rios Guandu, Piabanha e Macacu - adiantou a presidente do Inea, Marilene Ramos.
Marilene não descartou a possibilidade de desapropriações, que serão definidas ao longo do trabalho. A criação dos parques fluviais também servirá para inibir novas construções irregulares.
Ontem, representantes da prefeitura de Petrópolis e do governo estadual sobrevoaram o Vale do Cuiabá como parte dos trabalhos para avaliar a nova geografia da região.
- O curso do rio mudou. Uma equipe multidisciplinar foi montada, estudos e avaliações técnicas estão sendo feitos agora. Com base nesse material vamos elaborar um relatório e tomar as medidas necessárias. A ideia é que uma parte da rua seja fechada, para que seja possível a recomposição natural da área - afirmou o presidente do Comitê de Ações Emergenciais, Luís Eduardo Peixoto.
Peixoto disse que algumas casas destruídas já começaram a ser demolidas e que muitas não poderão ser reconstruídas. Conhecido por abrigar sítios e mansões, o Vale do Cuiabá ficou foi totalmente devastado pela força das águas do Rio Santo Antônio na madrugada do dia 12.

O Globo, 21/01/2011, Rio, p. 11

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.