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Parque Estadual do Rio Doce promove Romaria em comemoração aos seus 65 anos

IEF - www.ief.mg.gov.br
04 de jul de 2009

O Parque Estadual do Rio Doce (PERD) comemora, do dia 04 a 11 de julho, os 65 anos de criação da Unidade de Conservação (UC). Paras as festividades, serão realizadas a 16ª Romaria Ecológica de Marliéria e a 6ª Romaria Ecológica de Timóteo. As atividades ocorrerão nas cidades de Dionísio, Marliéria e Timóteo, região do vale do Rio Doce, em Minas Gerais.

De acordo com o gerente do parque, Marcus Vinícius de Freitas, a Romaria Ecológica tem o objetivo de resgatar os fatos históricos do século passado, relembrando o esforço do Bispo Dom Helvécio para a criação do Parque e o fortalecimento da participação das comunidades na proteção dessa unidade de conservação. "O evento já virou tradição na UC, faz parte do calendário do parque e a cada ano a comemoração fica maior e mais interessante", assegura o gerente.

A programação conta com a 9ª Feira de Artesanato e Produtos Típicos das comunidades do entorno do parque, apresentação cultural dos 65 anos do PERD, apresentações musicais e as celebrações diocesanas. Marcus Vinícius destaca o sábado (11) como o principal dia das comemorações. "É nesse dia que acontecem as Romarias, relembrando o ato do Bispo Dom Helvécio que levava a imagem da protetora do PERD, Nossa Senhora da Saúde, pela estrada de Marliéria até o Parque", explica Marcus Vinícius.

O gerente trabalha no PERD há 18 anos, "o Parque é hoje uma referência para tudo que eu faço, meus filhos cresceram aqui, minha família faz parte da UC, posso dizer o PERD é minha vida". Ele conta que viu a Unidade se consolidar e se tornar cada vez mais bem estruturada sendo uma das referências em Parques Estaduais de Minas Gerais. "Aqui, acima de tudo, nós protegemos a vida e é um trabalho que me dá muito orgulho e satisfação de fazer", afirma o gerente.

O parque foi criado no dia 14 de julho de 1944 em função da presença do ecossistema Mata Atlântica e de sua rica biodiversidade, apresentando várias espécies ameaçadas de extinção, como o jacaré do papo amarelo, onça pintada, mono-carvoeiro e o mutum do sudeste. Na década de 30, o Bispo de Mariana, Dom Helvécio Gomes de Oliveira, preocupado com a grande exploração da floresta pelas empresas siderúrgicas, registrou no livro de tombos da arquidiocese de Mariana, a área do Parque com o objetivo de preservá-la. O Parque é reconhecido como Reserva da Biosfera pela UNESCO possuindo a maior reserva genética de Mata Atlântica do Estado. Ele possui uma área de aproximadamente 36 mil hectares de mata atlântica contínua, intercalados por um conjunto de aproximadamente quarenta lagoas, sendo considerado o terceiro maior complexo lacustre do país.

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