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Parque do Tumucumaque é discutido em coletiva no PSDB

O Dia-Macapá-AP
02 de ago de 2002

A executiva regional do PSDB no Amapá reuniu ontem à tarde, com a imprensa, na sede do partido, para falar sobre a criação do Parque Nacional do Tumucumaque. A intenção do governo federal em decretar a demarcação da área, tornando intocável 28% do Amapá, já foi alvo de várias reuniões no país.
A coletiva foi conduzida pelos deputados Antonio Feijão e Fátima Pelaes, ambos do PSDB do Amapá, que falaram aos jornalistas sobre a posição quanto à criação do parque ambiental.
Os parlamentares destacaram que o município de Laranjal do Jari será o mais afetado, caso o governo insista na decretação da área, que já tem parte do território cedida ao parque de terras indígenas que é composto pela reserva de desenvolvimento sustentável do Iratapuru, estação ecológica do Jari, reserva extrativista do Cajari e área indígena Waiãpi. "Vão sobrar para a população de Laranjal apenas dois mil e 500 hectares onde fica uma parte da cidade; o restante das terras do município que não será classificado como reserva ambiental é a propriedade da Jari Celulose, ou seja, quase 372 mil hectares. Portanto, logo no início da discussão nós colocamos que é preciso redefinir a questão da área rural de Laranjal do Jarí e da área periurbana para legitimar a condição dos agricultores de terem as escrituras de suas terras e dos moradores de Laranjal poderem morar no que é seu, porque hoje eles estão morando em terras da Jari", afirmou Feijão.
A deputada Fátima Pelaes ressaltou durante a coletiva que não se pode admitir que seja criado Parque do Tumucumaque sem antes olhar para os problemas sociais existentes no Amapá. "Temos municípios no Estado que existe apenas um médico, não tem asfaltamento, água tratada, enfim, não podemos abrir mão de uma área como essa e o nosso povo continuar da forma que está", comentou.
De acordo com ela, há que se reavaliar as contrapartidas sociais permanentes para o Amapá antes da decretação de quaisquer unidades de preservação ou conservação e, principalmente, redefinir, através do zoneamento econômico e ecológico, a ocupação econômica do território amapaense.
(Janderson Cantanhede-Jornal do Dia-Macapá-AP-02/08/02)

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