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Parque da Prainha esta livre de construcoes

O Globo, Rio, p.17
03 de Set de 2005

Parque da Prainha está livre de construções
Área foi negociada com proprietário e hoje pertence à prefeitura, não podendo ser vendida
No Parque Municipal da Prainha, criado em 1999, a situação é bem diferente da APA de Grumari. A área de 1,47 quilômetro quadrado foi negociada em forma de permuta com o proprietário do terreno. Por causa disso, toda a área hoje pertence ao município e não pode ser vendida.
— O Parque da Prainha, por ser bem menor que o de Grumari, foi mais fácil de negociar — lembra Ayrton Xerez.
Em São Conrado, a preservação da área verde que fica em frente à praia é assegurada pelo Plano de Estruturação Urbana (PEU) do bairro, que não permite construções nos terrenos do Gávea Golfe Clube.
— Acho que a região da Barra, incluindo São Conrado e Recreio, já cresceu além do que deveria. As áreas verdes em frente às praias precisam ser mantidas. Não sou contra o progresso, mas algumas propostas são inaceitáveis — disse o surfista Rico de Souza.
Para a presidente da ONG Eco-Marapendi, Vera Chevalier, qualquer tentativa de construção em lugares como Grumari levará associações de moradores e entidades ambientais às ruas:
— Há lugares que precisam ser preservados, não só para a conservação de espécies, mas para garantir a qualidade de vida dos moradores da cidade.
Com o objetivo de impedir construções na APA de Marapendi, Vera está organizando um protesto amanhã:
— Daremos um abraço simbólico no parque. O encontro será às 11h, em frente ao emissário da Barra.
Também em protesto, o Grupo Ação Ecológica (GAE) e outras entidades da região vão entregar, semana que vem, uma representação ao Ministério Público contra a construção de resorts na APA de Marapendi.
— O que nós queremos é que a APA seja, de fato, conservada pela prefeitura — disse Rogério Zouein, integrante do GAE.

O Globo, 03/09/2005, p. 17

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