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Paraty: despejo de lodo e criticado por pescadores

O Globo, Rio, p.15
14 de Jul de 2005

Paraty: despejo de lodo é criticado por pescadores
Dicler Simões e Paulo Roberto Araújo
Pescadores de Paraty reagiram ontem ao plano do Estaleiro Brasfels (antigo Verolme) de lançar o material da dragagem do canal submarino de Jacuecanga, em Angra dos Reis, na Ponta dos Meros. No local, a 26 milhas (cerca de 47 quilômetros) de Jacuecanga, na Baía de Paraty, fica a maior cadeia produtora de peixe e camarão-rosa da região.
Numa audiência pública que terminou às 2h30m de ontem, com representantes do estaleiro, dos ministérios públicos federal e estadual, o prefeito Fernando Jordão (PMDB), vereadores e ambientalistas, os pescadores insistiram para que o descarte do lodo seja feito a 56 milhas (cerca de cem quilômetros) da costa, onde a profundidade do mar é de cem metros e as correntes marítimas não entram na Baía da Ilha Grande.
O projeto do estaleiro aumentará de nove para 11 metros a profundidade do canal submarino de um quilômetro de comprimento por 200 metros de largura, dando passagem para as plataformas P-51 e P-52 da Petrobras, que chegam de Cingapura em fevereiro do ano que vem. Serão removidos 520 mil metros cúbicos de lodo do fundo do mar.
Se o despejo for feito em alto-mar, os custos aumentariam de R$ 15 milhões para R$ 20 milhões. Técnicos alegam que o cronograma ficaria atrasado, afetando o turismo na região.

O Globo, 14/07/2005, p. 15

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