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23 de Fev de 2007
Enfim, alguém na Amazônia lembrou da velha borracha, uma matéria-prima que por mais de um século foi, junto com os seringueiros, os grandes responsáveis pela preservação da maior floresta tropical do planeta.
A boa nova vem do Pará, onde a administração da governadora Ana Júlia Carepa (PT) discute com a Federação da Agricultura a reativação de seringais nativos e o plantio de seringueiras na área do futuro Distrito Florestal Sustentável, que será criado na região de Carajás (PA).
Segundo informa a assessoria de imprensa do governo paraense, o assunto foi debatido entre o secretário-executivo da Agricultura, Cássio Alves Pereira, e representantes da Federação da Agricultura do estado, que apresentou o Programa de Incentivo à Produção da Borracha.
Em parceria com vários órgãos públicos e privados, o programa da federação pretende impulsionar a heveicultura no Pará a partir da reativação de seringais nativos e do plantio de seringueiras em 25 municípios das regiões do Baixo Tocantins, Baixo Amazonas e Marajó.
Como os governos do Estado e da União vão lançar, em breve, o projeto do Distrito Florestal Sustentável no pólo Carajás, o secretário Cássio Alves Pereira convidou a Faepa a ser parceira no projeto visando principalmente a possível implantação da heveicultura como alternativa de produção. "Os projetos têm uma convergência muito grande porque contemplam a produção de base familiar e isso nos une", destacou o secretário.
Atividades de base florestal
De acordo com a assessoria de imprensa, o Distrito Florestal Sustentável foi pensado com a finalidade de definir territórios para implementação de políticas públicas que estimulem o desenvolvimento integrado com atividades de base florestal. No Pará, dois pólos foram definidos: o da BR-163 e de Carajás. O primeiro pela necessidade de manejo florestal e o segundo devido ao alto índice de devastação.
No caso específico do pólo Carajás, a situação, segundo a Secretaria de Agricultura, é de 40% da área desmatada. Por isso, há uma preocupação do governo do estado em assegurar uma política que impeça ainda mais o avanço do homem sobre a floresta. E o incentivo às culturas permanentes, entre elas a da seringueira, aparece como boa alternativa para essa política do governo paraense.
A assessoria informa que o pólo Carajás é hoje o maior produtor de ferro do mundo, o que atrai para a região um grande número de siderúrgicas. São 14 num raio de 150 quilômetros. Além disso, a região concentra 11 pólos madeireiros e também registra um consumo de 12 a 14 milhões de metros cúbicos de lenha para carvão por ano.
A heveicultura desponta como promissora na promoção de emprego e renda, meta principal do projeto, ao lado do desenvolvimento com base no uso sustentável dos recursos florestais. No que se refere à política de reflorestamento, a meta projetada é de um plantio de um milhão de hectares, assinala a assessoria.
Para o governo do estado, o interesse em incentivar a heveicultura deve-se à grande demanda do mercado, tanto mundial como nacional, em contraponto a um déficit na produção de borracha que equivale hoje a apenas um terço do consumo nacional.
A assessoria informa que como o projeto do Distrito Florestal Sustentável ainda será lançado, a Secretaria de Agricultura fará estudos para verificar se a região tem potencial para a produção de seringa e se existe suporte para entrar com a economia da seringueira na área do pólo Carajás.
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