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Pará mais próximo do primeiro Plano Safra do Extrativismo

SEMA/PA - www.pa.gov.br
Autor: Flávia Ribeiro
15 de Dez de 2009

O Pará avança para ter o primeiro Plano Safra do Extrativismo com a criação de uma subcomissão que estudará as estratégias para a elaboração do plano. O grupo é formado por membros da Comissão Estadual de Extrativismo (Comex), que se reuniram nesta terça-feira (15), no Belém Soft Hotel, na Brás de Aguiar, em Belém. Outros assuntos que serão discutidos será a assistência técnica e a busca por linhas de crédito.

Criada por meio do Decreto Estadual n 1001/2008, que instituiu a Política Estadual do Extrativismo no Pará e presidida pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal (Ideflor), a Comex funciona como a instância colegiada voltada para o acompanhamento da implementação da política do extrativismo no Estado, reunindo representantes dos governos estadual e federal, de movimentos sociais e entidades de classe.

Segundo Jorge Yared, presidente da Comex e diretor geral do Ideflor, com o Plano Safra do Extrativismo será possível organizar e sistematizar a produção extrativista promovendo a integração de políticas setoriais, como a aplicação de assistência técnica, de preços mínimos, entre outros. "Antes, o setor era visto de forma pontual, agora ele faz parte da política de governo que quer organizar essa economia. O extrativismo existe em um ambiente de sustentabilidade e mantém a floresta em pé", comenta.

Geração de renda - A Comex é composta por representantes de vários segmentos sociais. Para Sandra Gonçalves, presidente da Reserva extrativista Mãe Grande, em Curuçá, uma das consequências das ações da Comex é a melhoria na geração de renda da comunidade. "Precisamos de uma estrutura melhor, hoje temos problemas até para escoamento e transporte da produção", diz Sandra. A Resex Mãe Grande alcança uma área de 37,062 mil hectares e abrange cerca de sete mil famílias.

Josiel Martins, da Malungu - coordenação das associações das comunidades quilombolas do Pará, diz que as discussões vão ajudar no resgate da tradição extrativista entre as comunidades quilombolas. "Precisamos fazer uma conscientização grande, para demonstrar entre nós mesmos, que é melhor tirar o azeite da andirobeira, por exemplo, do que derrubar a árvore para fazer roça, assim também garantimos a existência da floresta, e a nossa, no futuro", analisou.

A próxima reunião da instância está programada para 16 de março, quando as subcomissões vão apresentar os resultados dos debates.

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