O Globo, Ciência, p. 48
18 de Dez de 2009
Para Lula, a hora de agir é esta
Presidente cobra compromissos ambiciosos de países ricos
Copenhague
Em discurso na COP-15, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não poupou críticas aos países ricos, que vêm impondo entraves para que se chegue a um acordo. Lula disse que a conferência não é um jogo no qual alguns podem esconder cartas na manga. Para o presidente, os interesses econômicos não podem se sobrepor aos do restante do planeta.
- Não é politicamente racional, nem moralmente justificável, colocar interesses corporativos e setoriais acima do bem comum da humanidade. A hora de agir é esta. O veredito da história não poupará os que faltarem a suas responsabilidades.
Ele declarou que o combate às mudanças climáticas não pode fundamentar-se na perpetuação da pobreza e que é inaceitável que os países menos responsáveis pelo problema sejam suas primeiras e principais vítimas. E voltou a defender o Protocolo de Kioto, que não deveria ser substituído por algo menos exigente:
- Aqui não há lugar para conformismo.
Os países desenvolvidos devem assumir metas ambiciosas de redução de emissões, à altura de suas responsabilidades históricas e do desafio que enfrentamos. Segundo o IPCC, a redução deveria ser de 25% a 40%, até 2020, em relação a 1990. Se quisermos ser ambiciosos, deveríamos almejar 40%.
Lula falou das iniciativas brasileiras, como o compromisso voluntário de reduzir em até 38,9% as emissões de gases-estufa, e reconheceu que outras nações apresentaram propostas. Mas cobrou financiamento para os países pobres.
- Tal ambição só poderá se concretizar plenamente se os fluxos internacionais de apoio tecnológico e financeiro deixarem de ser, como são hoje, tímida promessa ou talvez uma miragem. O Brasil participa desta Conferência com a determinação de obter resultados ambiciosos. Mas isso tem de ser compartilhado por todos - disse Lula. (Chico de Gois)
O Globo, 18/12/2009, Ciência, p. 48
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