OESP, Geral, p.A11
06 de Fev de 2004
Para Greenpeace, exigência de licença é vitória
A coordenadora da Campanha de Engenharia Genética do Greenpeace, Mariana Paoli, disse que o texto aprovado ontem não é tão bom quanto o projeto de lei original enviado ao Congresso, mas considerou uma vitória a "obrigatoriedade" do licenciamento ambiental para a liberação comercial de transgênicos. Mesmo que a CTNBio considere um produto seguro do ponto de vista da biossegurança, o Ibama ainda poderá requisitar estudo de impacto ambiental (EIA-Rima).
"Não dá para dizer de antemão o que é ou não é um risco. As análises são complementares", avaliou Mariana. Ela também elogiou a exigência da realização de audiências públicas pela CTNBio antes da liberação comercial.
O maior retrocesso, disse, foi a extensão do prazo para plantio de soja transgênica por mais um ano. "Estão favorecendo a Monsanto mais uma vez", disse Mariana, referindo-se à multinacional que detém a patente sobre o produto. A empresa informou que só vai se pronunciar após a publicação do texto oficial do projeto.
Por ter sido votado de madrugada, a versão final do texto que será encaminhado ao Senado permanecia um mistério ontem para muitas das partes envolvidas no debate. Segundo fontes ligadas a parlamentares, muitos deputados só receberam cópia do substitutivo do relator Renildo Calheiros quando a votação já estava iniciada. (H.E.)
OESP, 06/02/2004, p. A11
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