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Paises querem retomar proximidade politica

GM, Meio Ambiente, p.A10
02 de jul de 2004

Países querem retomar proximidade política
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, quer dar mais densidade política à agenda da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). Ontem, durante a abertura da primeira reunião das comissões nacionais permanentes da entidade, ele informou que trabalha para reunir os chanceleres dos países membros em setembro, em Manaus, durante a II Feira Internacional da Amazônia (Fiam).
"É o momento ideal de renovar o impulso político do Tratado de Cooperação Amazônica", afirmou. Também está sendo costurada uma reunião entre os chefes de estado dos oito países da OTCA – Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Na opinião de Amorim, a OTCA começa a firmar-se como o principal instrumento de aproximação dos países da Bacia Amazônica. A organização foi criada em 1988 para implementar os objetivos do Tratado – promover ações conjuntas para o desenvolvimento harmônico da região
Mercúrio
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou ontem que a OTCA está desenvolvendo uma estratégia para enfrentar o problema do uso do mercúrio em garimpos de ouro na Bacia Amazônica, com apoio do Programa de Cooperação Brasil-Estados Unidos.
O metal afeta garimpeiros, vendedores de ouro e populações próximas a áreas de extração, além daqueles que se alimentam de peixes contaminados. Tem efeito cumulativo nos organismos vivos e pode causar intoxicações, problemas respiratórios, no sistema nervoso e nos rins. "Os efeitos causados pelo uso do mercúrio são um dos maiores problemas ambientais e de saúde pública na região", disse a ministra.
Marina Silva também destacou a necessidade de a OTCA atuar de forma conjunta, em foros regionais e internacionais, sobre a questão do acesso aos recursos genéticos e pela defesa dos conhecimentos tradicionais. Marina acredita que a entidade funcionará como um fórum de intercâmbio de informações e experiências para que uma ação regional ganhe força. "Vários membros da Organização têm pleiteado uma reforma no sistema internacional de patentes, de modo que sejam concedidas, respeitando os princípios da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica", disse.
A reunião termina hoje em Brasília e servirá para apreciação do plano estratégico que irá nortear as ações da entidade até 2010, e que é uma "verdadeira carta de navegação", nas palavras da secretária-geral da organização, Rosalía Arteaga Serrano.

GM, 02-04/07/2004, p. A10

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