OESP, Vida, p. A51
09 de Dez de 2007
Países pobres mostraram mais iniciativa que ricos
Alguns países em desenvolvimento mostraram mais iniciativa do que os desenvolvidos na primeira semana da 13.ª Conferência do Clima (COP-13), que acontece na Indonésia. O grupo das pequenas ilhas, particularmente vulneráveis ao aquecimento global por causa da elevação do nível dos oceanos, tem pedido nas reuniões que as nações ricas se comprometam com um corte de 40% de suas emissões de gases-estufa até 2020, como pede a União Européia. A China também tem dito que aceita discutir metas de corte se os ricos avançarem nessa discussão.
Já Canadá, Japão e Austrália (que acaba de ratificar o Protocolo de Kyoto) dão indicações de que, além de não quererem cortar ainda mais suas emissões, gostariam de deixar de lado qualquer obrigação. Na prática, é deixar o protocolo de lado e alinhar-se com os Estados Unidos, contrários a qualquer acordo que inclua obrigações deste tipo.
A delegação canadense recebeu ontem o primeiro, o segundo e o terceiro lugar do Fóssil do Dia, "prêmio" dado aos países que atrapalham as negociações, graças ao vazamento do documento de diretrizes iniciais que os negociadores canadenses trouxeram para a reunião. Ele mostra que o país trabalha para estabelecer uma negociação apenas com os 16 maiores emissores de gases-estufa - acordo fraco que o presidente americano, George W. Bush, tem buscado fomentar.
Nos bastidores, dizem que a delegação americana tem suado mais a camisa para fechar novas reuniões desse grupo paralelo do que para levar o mecanismo da ONU adiante.
OESP, 09/12/2007, Vida, p. A51
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