O Globo, Ciência, p. 46
07 de Dez de 2012
Países fecham acordo prévio em Doha
Apesar de impasses, texto propõe medidas para redução de poluentes de curta duração
Em um raro momento de sintonia nas negociações da Conferência do Clima da ONU (COP-18), que acontece em Doha, no Qatar, as delegações conseguiram chegar ontem a um acordo prévio sobre algumas questões. No rascunho do texto que propõe uma segunda fase do Protocolo de Kioto, apresentado pelo Brasil, os países concordaram em reduzir consideravelmente suas emissões de carbono negro (fuligem), metano e ozônio - poluentes de curta duração, já que não permanecem muito tempo na atmosfera. Com isso, seria possível chegar a uma redução na temperatura de 0,5 grau Celsius em 2050, o que projeta uma queda de 4 a 6 graus Celsius no aquecimento global nos anos subsequentes. Já as metas de corte das emissões de dióxido de carbono ainda estão incertas.
- Esta redução representa um apoio adicional e com benefícios de curto prazo que precisariam acontecer de qualquer maneira - afirmou ao jornal "The Guardian" o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner.
O texto, no entanto, continua permeado de colchetes, o que significa falta de acordo. Uma das indefinições é o prazo de vigência da segunda fase de Kioto: se vai até 2017 ou 2020. O financiamento do acordo é outro impasse e, segundo o embaixador André Corrêa do Lago, atingiu um ponto crítico.
-Há uma sensação clara dos países em desenvolvimento de que, a cada COP, os países desenvolvidos aceitam novas discussões, novas ideias, novos relatórios sobre recursos financeiros dos países desenvolvidos, mas esses recursos na prática ainda não vieram, pelo menos na proporção que sabemos ser necessária - afirmou.
O Globo, 07/12/2012, Ciência, p. 46
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