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Países anunciam verba para fundo

OESP, Vida, p. A22
09 de Dez de 2011

Países anunciam verba para fundo
Alemanha e Dinamarca afirmam que investirão R$ 132 milhões em ações de adaptação às mudanças climáticas em países pobres

DURBAN, ÁFRICA DO SUL

A Alemanha e a Dinamarca fizeram ontem os primeiros anúncios de investimento de recursos no Fundo Verde Climático da COP-17. O governo alemão se comprometeu a colocar 40 milhões de euros e o dinamarquês, 15 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 132 milhões.
O fundo foi criado no ano passado, na COP-16, em Cancún, mas pouco se avançou desde então. O objetivo é de que os recursos sejam usados em medidas de adaptação às mudanças climáticas e de redução de emissões de gases do efeito estufa em países mais pobres. A ideia é que, em 2020, ele conte com investimentos de US$ 100 bilhões por ano.
O Brasil insiste em um resultado positivo no fundo. "Tem de estar claro o financiamento para o fundo e um cronograma para o futuro, no espírito do compromisso dos países desenvolvidos em Copenhague e em Cancún", afirmou o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado.
Assinatura. Karl Hood, o ministro das Relações Exteriores de Granada, no Caribe, exortou os americanos a pararem de falar que aceitam o acordo fora da sala de negociação e assinarem um documento em Durban. "Não estamos interessados em declarações. Se os Estados Unidos não estão mesmo bloqueando as negociações e estão prontos para seguir adiante, eu quero ver isso no texto, quero ver uma assinatura", afirmou.
Segundo ele, quando declarações são feitas fora da sala de negociação, "isso pode ir para qualquer direção". "Eu posso dizer uma coisa e mudar de ideia depois que sair pela porta", disse.
Hood falou com jornalistas em nome do grupo Aliança dos Pequenos Estados Insulares (Aosis), que reúne nações que sofrem principalmente com a subida do nível do mar.
O ministro discordou da campanha de ONGs para que os americanos deixassem a negociação e parassem de atrapalhar o processo. "Perguntar se eu quero que os Estados Unidos deixem as negociações é como me perguntar como eu quero morrer: se com um tiro ou com facada. É inaceitável."
Os chineses disseram que aceitam um acordo com força de lei, mas impõem condições. A Índia joga mais duro, afirmando que ainda tem grande parte da sua população na pobreza e que quem causou o problema foram os países industrializados. Apesar disso, os indianos demonstraram ontem estar mais abertos à proposta da UE. / AFRA BALAZINA, ENVIADA ESPECIAL

OESP, 09/12/2011, Vida, p. A22

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