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País está avançado na redução de emissão de gases estufa, diz Dilma

OESP, Metrópole, p. A21
11 de Jun de 2015

País está avançado na redução de emissão de gases estufa, diz Dilma
Em discurso a membros de 61 países em Bruxelas, presidente afirma que Brasil cumpriu 72% de meta estipulada em 2009

Andrei Netto

A presidente Dilma Rousseff disse ontem, em Bruxelas, na Bélgica, que o Brasil está avançado em relação às suas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa. Em discurso a representantes de 61 países reunidos na cúpula União Europeia e Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), a presidente argumentou que o País já cumpriu 72% da meta definida em 2009, de reduzir em 36% as emissões.
As declarações sobre mudanças climáticas foram feitas no momento em que crescem as pressões internacionais para que grandes países emergentes, como Brasil, Índia e Rússia, assumam compromissos ambiciosos na 21ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP21), que será realizada em Paris, em dezembro.
A cúpula deve resultar em um acordo para substituir o Tratado de Kyoto e garantir que a temperatura média da Terra não se eleve além de 2oC até o fim do século, como alerta o Painel Intergovernamental do Clima das Nações Unidas.
Respondendo às pressões, Dilma deu ênfase à questão climática em seu discurso em Bruxelas e garantiu que o Brasil trabalha por um "acordo vinculante e sustentável" em Paris. A presidente afirmou que a questão da transferência de tecnologia de países desenvolvidos é necessária para que os em desenvolvimento possam fazer a transição para uma economia sustentável e de baixo carbono.
Sobre a adoção de metas concretas de redução das emissões de CO2, Dilma afirmou, em entrevista a jornalistas, que o País está à frente de outras nações. "Nisso o Brasil está em uma situação bastante vantajosa. Porque lá atrás, quando ninguém definiu metas voluntárias, em 2009, durante a COP15, em Copenhague, nós definimos uma meta mínima de 36%. Dessa meta, agora em 2015 nós já cumprimos 72%", afirmou ela.
Segundo a presidente, esse resultado foi possível, entre outras medidas, pela "redução drástica do desmatamento" e "pelo fato de que nós adotamos há alguns anos um programa de agricultura de baixo carbono".
Expectativa. A União Europeia, e em especial o governo da França - anfitrião da Coferência do Clima das Nações Unidas deste ano -, espera com ansiedade a proposta a ser apresentada com os objetivos voluntários de redução de emissões.
Nos bastidores diplomáticos, o governo francês considera o Brasil um país emergente decisivo para estimular que outros países se engajem com metas ambiciosas na conferência de Paris.

OESP, 11/06/2015, Metrópole, p. A21

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