OESP, Metrópole, p. A30
07 de Nov de 2013
País defende método que indica culpados por aquecimento
Lisandra Paraguassu / Brasília / Jamil Chade / Genebra
O Brasil decidiu tirar dos arquivos a proposta de uma metodologia que possa medir a responsabilidade histórica dos países na emissão dos gases que provocam o efeito estufa e reapresentá-la na Conferência das Partes sobre o Clima (COP19), que começa na segunda-feira, em Varsóvia, na Polônia.
A ideia, apresentada originalmente em 1997, nas negociações do Protocolo de Kyoto, será uma forma de administrar a pressão dos países industrializados para que os emergentes assumam metas equivalentes de redução das emissões. A exigência de que países em desenvolvimento aceitem reduzir emissões na mesma medida que os desenvolvidos tem travado avanços para uma proposta que substitua Kyoto em 2020.
"Essa ferramenta permite aos países averiguar seu impacto na elevação da temperatura com comprovação científica", disse o embaixador José Antonio Marcondes de Carvalho, subsecretário de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores e negociador-chefe do Brasil na Conferência.
O método permitiria dizer de quem é a culpa pelo aquecimento global e quem teria de agir mais para evitá-lo. A proposta é também uma forma de fazer pressão para que se comece a encaminhar um acordo para a COP 21, em Paris, na França, que deverá fechar um novo protocolo que substitua Kyoto.
Recorde. Às vésperas de uma nova fase de negociações entre governos para estabelecer cortes de emissões a partir de 2015, dados divulgados pela Organização Meteorológica Mundial apontam que a concentração de gases que estariam causando, o aquecimento global atingiu novo recorde em 2012.
A avaliação indica que os níveis de CO2 na atmosfera aumentaram em 2012 em um ritmo mais elevado que a média da última década, apesar dos esforços em busca de energias limpas. Para os especialistas da entidade, se nada for feito, a meta de que a temperatura do planeta aumente no máximo 2oC até 2100 fracassará.
OESP, 07/11/2013, Metrópole, p. A30
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