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Autor: Leonardo Filipo
30 de Set de 2014
A Justiça terá até o próximo mês para decidir se o campo de golfe olímpico deverá se adequar às exigências ambientais do Ministério Público do Estado ou manter o projeto atual da prefeitura e da Fiori Empreendimentos, responsáveis pela obra. Enquanto a decisão não sai, o prefeito Eduardo Paes se mostra confiante por não considerar que na Área de Proteção Ambiental do Parque de Marapendi, aonde o campo está sendo construído, esteja ocorrendo um crime ambiental, como alega o MP.
Durante o primeiro dia da reunião da Comissão do Comitê Olímpico Internacional, nesta segunda-feira, Paes deixou a reunião para atender a imprensa por alguns minutos. O campo de golfe acabou sendo o assunto principal.
- A gente vive em um sistema democrático, aonde você explica se está dentro da lei. Em geral a Justiça entende essas situações. Eu estou muito confiante que nós estamos comprovando todas as explicações ao poder judiciário que aprovamos uma lei, que há uma contrapartida enorme naquela região. Não há um dano ambiental. Ao contrário, aquilo era uma cimenteira muito degradada que se recuperar.
O Ministério Público pretende preservar uma faixa de 400 metros na beira lagoa de Marapendi. Para isso, o campo deveria recuar e tomar uma área na beira da Avenida das Américas. Segundo Paes, quem decide se poderá haver uma mudança ou não é a prefeitura.
- Os proprietários não podem ceder nada. Ali, quem decidiu o que tem que ser feito é a prefeitura. Eles não estão fazendo nada de graça. Eles estão recebendo não em dinheiro, mas em potencial construtivo e parâmetro urbanístico. Eles têm que cumprir a obrigação de fazer. Se vai ceder ou não é o município.
O prefeito lembra que propôs o campo do Itanhangá, que de acordo com o COI não apresentava especificações técnicas. Uma alternativa de local está descartada:
- Não há outra alternativa nessa altura do campeonato fazer um outro campo se golfe, parque aquático, ou parque olímpico... Você tem especificações olímpicas. Eu insisti para usarem o Itanhangá, mas ele não atendia certos pré-requisitos olímpicos. Essa é a terceira ação judicial contra o campo de golfe. E há várias contra outras que estamos fazendo na cidade, como as obras do BRT e do Porto, por exemplo.
Sobre outra questão que envolve o campo de golfe, que fica em um terreno cuja posse ainda é disputada, Paes citou a situação recorrente no bairro.
- A Barra toda é assim. Tem área de árabe, chinês, libanês, japonês, italiano. Tem de tudo ali. A prefeitura reconhece as posses das áreas. Todas as licenças da Barra da Tijuca são a partir desse registro de posse de imóveis existentes. Aí compete à Justiça. O mesmo acordo que vale para um proprietário pode valer para outro se a Justiça determinar lá na frente.
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