OESP, Vida, p. A18
05 de Set de 2007
Órgão ambiental facilitaria ações, diz Marina Silva
Para EUA, criar mais uma agência da ONU seria burocratizar o tema
Fabiana Cimieri
O Brasil defendeu ontem que a criação de uma "organização guarda-chuva" ambiental, que reúna as instituições já existentes, fortalecendo-as e destinando mais recursos e tecnologia para os países em desenvolvimento, poderia despolarizar a discussão sobre como deve ser tratado o aquecimento global e outras questões ambientais.
Essa proposta, segundo a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi recebida "com simpatia" por ministros ou representantes dos 22 países que participaram da Reunião Interministerial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que terminou ontem no Rio.
"Contribuímos para sair da polarização e partir para bases negociáveis", disse Marina ao final do evento. "Mas, em esforços multilaterais, não há possibilidade de (a proposta) ser totalmente aceita." O organismo reuniria funções normativas, de cooperação e financiamento.
A primeira proposta, feita pela França e apoiada pela União Européia, defende a criação de uma agência regulatória ambiental nas Nações Unidas (ONU). Para o governo brasileiro, essa proposta criaria normas globais, mas não promoveria o desenvolvimento sustentável, sobretudo em países que dependem de recursos para erradicar a pobreza sem agredir o ambiente.
De outro lado, Estados Unidos e alguns países em desenvolvimento, especialmente a China, defendem o fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Ambiente e de outras instituições já existentes. A criação de uma nova instituição, dizem, levaria tempo e acarretaria maior burocracia.
No fim do mês, o Brasil participará de um encontro de chefes de Estado em Washington, organizado pelo governo americano, para debater o controle do aquecimento global. "O Brasil aceitou o convite, mas deixou claro que não aceitará nenhuma solução fora do âmbito das Nações Unidas", disse Marina.
OESP, 05/09/2007, Vida, p. A18
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