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ONU lanca programa de acao internacional sobre o tema

OESP, Vida, p.A18
22 de Mar de 2005

ONU lança programa de ação internacional sobre o tema
Objetivo é reduzir pela metade o número de pessoas que não têm acesso à água potável e ao saneamento básico até 2015
DPA e EFE
NOVA YORK - Hoje, a Organização das Nações Unidas (ONU) lança a Década Internacional de Ação Água pela Vida. A intenção é reduzir pela metade o número de pessoas que não têm acesso à água potável e ao saneamento básico até 2015.
Dentro do plano, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) divulgou ontem um informe sobre o uso da água na agricultura, que no mundo toma 70% de todo o recurso disponível - por exemplo, utiliza-se em média uma tonelada de água para produzir um quilo de trigo.
De acordo com a FAO, o mundo precisa de políticas adequadas e boas práticas de governo para orientar os agricultores a aproveitarem melhor a água. Do que é consumido, a maioria provém da chuva conservada no solo, diz a FAO, e é preciso investir em capacidade técnica, infra-estrutura e modernização do sistema existente. O diretor de Fomento de Terras e Águas da FAO, Kenji Yoshinaga, explicou que, para satisfazer a demanda cada vez maior de alimentos entre 2000 e 2030, a produção de produtos alimentares nos países em desenvolvimento deve aumentar cerca de 67%.
TRATADO
Cerca de 150 organizações não-governamentais (ONGs) reunidas em Genebra, na Suíça, num fórum alternativo sobre a água, defenderam a criação de um tratado internacional que estabeleça o direito de pelo menos 50 litros per capita por dia.
A ONG Cruz Verde Internacional lançou uma campanha a favor de um tratado internacional que estabeleça o direito à água potável. O grupo espera recolher assinaturas no mundo todo para mobilizar os países a negociarem um acordo.
Segundo seu presidente, Alexander Likhotel, "questões de vital importância para o futuro da humanidade foram reféns dos jogos políticos, dos interesses egoístas das multinacionais e da incapacidade da comunidade internacional de traduzir seus planos em ações".

OESP, 22/03/2005, p. A18

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