VOLTAR

ONU discute necessidade de investimento em energia

OESP, Economia, p.B8
21 de Nov de 2003

ONU discute necessidade de investimento em energia Estudo mostra que América Latina precisa investir US$ 120 bi nos próximos dez anos
JAMIL CHADE
GENEBRA - A América do Sul precisará investir US$ 120 bilhões no setor de energia nos próximos dez anos para assegurar que suas necessidades sejam atendidas e para que um déficit energético não afete os projetos de crescimento econômico na região. A avaliação faz parte de um documento elaborado por especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU), que ontem se reuniram com a Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep), com os governos da Rússia e de países da Europa e com as grandes empresas do setor para um debate sobre a segurança energética no mundo.
Em todo o planeta, as estimativas do setor privado apontam que serão necessários entre US$ 2 trilhões e US$ 3 trilhões em novos investimentos para que não haja problemas de fornecimento de energia. Na América do Sul, o documento aponta que a grande esperança está depositada nos países andinos, que contam com 85% das reservas de gás e petróleo da região.
O estudo, que já foi distribuído aos governos da América do Sul para servir de base para projetos de cooperação e que foi obtido pelo Estado, aponta que apenas em serviços relacionados ao setor energético seriam necessários investimentos na ordem de US$ 70 bilhões até 2013. "Essa será a única forma de garantir a segurança no fornecimento", afirma um especialista da ONU.
"Precisamos de investimentos para que a energia chegue ao consumidor", completou Álvaro Calderon, secretário-geral da Opep.
Riscos - No que se refere à segurança, os especialistas que estiveram reunidos ontem em Genebra concordaram em estabelecer um fórum permanente para debater o assunto com os vários atores envolvidos no setor energético e informar ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, os avanços em lidar com o desafio.
O que ficou claro, porém, é que falta de investimentos não é o único risco para o fornecimento de energia no mundo. O perigo de atentados terroristas contra redes de transporte, dutos e demais elementos relacionados à infra-estrutura preocupa tanto os produtores quanto os maiores consumidores de energia. Para completar, as empresas deixam claro que a intervenção de governos em setores já privatizados pode desestabilizar os mercados e inibir novos investimentos em energia.

OESP, 21/11/2003, p. B8

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.