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ONU destaca moradia popular ''verde'' em Cubatão

OESP, Vida, p. A20
13 de Jul de 2011

ONU destaca moradia popular ''verde'' em Cubatão
Nações Unidas reconhecem construção da CDHU no Estado como exemplo de prática sustentável que pode ser replicada em outros países

Andrea Vialli e Rejane Lima
Enviada especial / Cubatão

A construção verde, com tecnologias que poupam água, energia elétrica e usam materiais que afetam menos o ambiente, não é mais privilégio de edifícios corporativos ou condomínios de alta renda. Em São Paulo, conjuntos habitacionais populares já ostentam várias dessas tecnologias.
A Companhia de Desenvolvimento Urbano e Social (CDHU) começou a experimentar a construção verde em casas populares em 2007. Uma delas, o conjunto habitacional Rubens Lara, em Cubatão, chamou a atenção das Nações Unidas. O programa Sushi (Iniciativa de Habitação Social Sustentável, na sigla em inglês), do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, reconheceu o projeto como alternativa que pode ser replicada.
Silvio Torres, secretário estadual de Habitação, diz que a incorporação de tecnologias verdes na construção de moradias populares faz parte de um programa mais abrangente, a remoção da população de áreas consideradas de risco (mais informações nesta página). "Hoje existem no Estado 350 mil unidades habitacionais do CDHU e há potencial para que 200 mil adotem tecnologias verdes", diz.
Outro conjunto da CDHU, em Santo André, é construído com critérios verdes. A meta é buscar uma certificação de mercado de construção verde.
"O grande desafio é conciliar baratos com tecnologias mais caras - mas que podem proporcionar economia no longo prazo", diz o secretário. É o caso do aquecedor solar, que, embora mais caro que o chuveiro elétrico, proporciona uma economia de cerca de 30% na conta de energia.
Luz natural. Em geral, construir de forma verde custa 10% mais que uma obra comum. "Mas isso não é custo, é investimento", diz Marcelo Prado, arquiteto responsável pelo conjunto de Cubatão. De longe, já se percebe que as janelas dos prédios do Rubens Lara são maiores que as das construções populares mais antigas que o rodeiam.
As janelas amplas, que permitem maior iluminação e ventilação dos imóveis, e os cilindros metálicos, que integram o sistema de captação de energia solar para aquecer a água, são duas das várias medidas de construção verde utilizadas pela CDHU no conjunto construído para abrigar famílias retiradas das encostas da Serra do Mar.
Segundo o assessor de sustentabilidade da Secretaria de Habitação, Gil Scatena, as medidas que facilitam a acessibilidade também chamaram a atenção da ONU. "As portas são mais largas, as janelas e interruptores estão em altura adequada e há apartamentos térreos para portadores de deficiência", explica.

Conjunto recebe famílias de áreas de risco

Andrea Vialli e Rejane Lima

A construção de conjuntos habitacionais com tecnologias verdes faz parte do programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar, iniciativa das secretarias de Habitação e Meio Ambiente. De acordo com o secretário de Habitação, Silvio Torres, a meta é atender 30 mil famílias que vivem em áreas de risco e em locais protegidos na serra.
Até 2012, serão 9 mil famílias. As primeiras 1.166 famílias já foram removidas. São pessoas que ocuparam as encostas etêm de deixar suas casas porque a área, de mananciais, é protegida por lei.
O conjunto Rubens Lara receberá 1.840 famílias que estão sendo retiradas das encostas da Serra do Mar. As primeiras 96 unidades foram entregues em agosto do ano passado e todo o empreendimento deverá ser concluído em junho de 2012.

OESP, 13/07/2011, Vida, p. A20

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110713/not_imp744231,0.php
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110713/not_imp744233,0.php

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