O Globo, Ciência, p. 27
03 de Nov de 2009
ONGs defendem plano de Minc
Chefe climático da ONU volta a pressionar países desenvolvidos
Catarina Alencastro
Enviada especial
Um grupo de ONGs brasileiras cobrou ontem, em Barcelona, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adote a proposta de estabilização das emissões brasileiras até 2020, tomando como base o percentual de emissão de 2005. A proposta, apresentada recentemente pelo Ministério do Meio Ambiente, é a mais ambiciosa dentro do governo e enfrenta oposição de outros ministérios. As ONGs se encontram em Barcelona para a última reunião preparatória para a cúpula das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que acontece em dezembro, em Copenhague.
Lula se reúne hoje com ministros que participam das negociações de clima para decidir a proposta do Brasil em Copenhague. Para o Greenpeace, a posição do Brasil vai pressionar os Estados Unidos a assumirem um compromisso em Copenhague. Trinta e oito ONGs assinaram uma carta para Lula reforçando o pedido de que o Brasil assuma um "compromisso com força de lei internacional".
- O Brasil pode dar o exemplo para que Obama faça o trabalho que precisa ser feito - disse Paulo Adário, do Greenpeace.
Ontem, o secretário-geral da convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas, Yvo de Boer, disse que, para que um acordo em Copenhague tenha êxito, é preciso que os países desenvolvidos apresentem metas de redução de CO2 ambiciosas. Ele defende que grandes países em desenvolvimento se comprometam com ações para diminuir o crescimento de suas emissões e que o financiamento dessas ações - responsabilidade dos ricos - seja resolvida.
Outra questão crucial é a participação dos EUA, que, junto com a China, respondem por 40% das emissões globais. Embora afirme que não irá ficar fora do acordo, o governo de Obama condiciona sua contribuição à aprovação da Lei de Clima, que dificilmente será aprovada pelo Senado nos próximos 34 dias.
O Globo, 03/11/2009, Ciência, p. 27
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