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29 de Out de 2014
ONGs criam Aliança pela Água por novo modelo de gestão hídrica
Represa Jaguari
Em São Paulo, mais de 20 organizações não governamentais (ONGs) voltadas à defesa do meio ambiente lançaram nesta quarta-feira (29) a Aliança pela Água , uma frente com metas que visam colaborar com as autoridades por meio de sugestões para a crise hídrica que abala o Estado. Estão envolvidos nessa iniciativa o Greenpeace, SOS Mata Atlântica, WWF-Brasil e Rede Nossa São Paulo.
Primeiramente, os grupos que formam a aliança elaboraram uma mapeamento, feito de agosto a setembro. Com a ajuda de 281 especialistas, foram listadas propostas emergenciais e para os próximos dez anos. Estão unidos nessa empreitada 368 organizações em 60 municípios atingidos pelo desabastecimento. Isso resultou em 20 ações principais, de curto e longo prazos.
Transparência na gestão - Para ações emergenciais, o relatório indica ao governo estadual a instalação de um comitê de gestão de crise e de salas de situação de crise, com ampla participação das prefeituras e da sociedade. A transparência na gestão, que garanta acesso da população aos horários e dias com risco de falta de água também foi considerada. Outra medida é ampliar a divulgação de informações ao cidadão, além da promoção de campanhas públicas.
Grandes consumidores industriais - Outras ações defendidas pela Aliança pela Água se refere à aplicação de multas em casos de desperdício e uso abusivo de água. Também está entre as propostas que a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (Daee) façam uma moratória das outorgas a grandes consumidores de águas subterrâneas, como indústrias de celulose, bebidas e irrigação.
Novo modelo de gestão da água - Quanto aos projetos de longo prazo, estão a criação de um novo modelo de gestão de água, a revisão dos contratos de concessão pelos municípios e um plano que efetivamente acabe com o desperdício de água na rede, tanto por vazamento quanto pelos desvios irregulares. Os governos estadual e municipal podem também implementar uma política de reúso da água e aproveitamento da chuva. As ONGs ainda defendem a necessidade de ações para recuperação e proteção dos mananciais, além da despoluição de rios urbanos, como o Tietê e o Pinheiros, na capital.
Represa Billins - Ainda com base no relatório, as ONGs ressaltam que a Represa Billins, que tem a mesma capacidade de reserva do Sistema Cantareira e fica a apenas 20 quilômetros da cidade, poderia se tornar manancial, mediante negociação com o setor elétrico, que a utiliza atualmente
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