Site do UOL-São Paulo-SP
17 de Mai de 2005
Um pequeno grupo de índios da Amazônia brasileira que nunca teve contato com o mundo externo, corre o risco de desaparecer, vítima da exploração da selva, alerta a entidade internacional Survival em um comunicado em Paris.
Segundo esta organização não-governamental (ONG), companhias que buscam principalmente madeiras nobres na região do Rio Pardo, nos estados de Amazonas e Mato Grosso, obrigam os índios a recuar e entrar mais e mais na selva.
"Suas pegadas foram vistas ao longo do rio, perto de aldeias abandonadas, o que mostra a fuga acelerada de seus habitantes", denuncia a Survival, lembrando que vários relatórios internacionais falam em tribos isoladas na região.
"Os índios vão desaparecer se não fizermos algo", adverte Sydney Possuelo, autoridade do departamento de tribos não contatadas da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), que considera que três grupos indígenas que nunca tiveram contato com o mundo externo vivem nesta região.
Segundo Stephen Corry, diretor da Survival International, "não resta muito tempo aos índios do Rio Pardo".
"O Brasil deve reagir agora para protegê-los e interromper o avanço da exploração da madeira. Senão, outra comunidade indígena brasileira passará a fazer parte do passado", garantiu.
No total, cerca de 370 mil índios de 220 etnias vivem atualmente no Brasil, aonde chegaram a existir mais de quatro milhões. Na Amazônia, entretanto, há comunidades, a maioria com poucos membros, que nunca tiveram contato com o mundo externo e que a Funai tenta proteger
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