OESP, Vida, p. A17
07 de Abr de 2013
Óleo vaza e S. Sebastião emite alerta para 9 praias
Pelo menos 300 homens participam da limpeza; vazamento do material ainda não foi calculado e teria chegado a Caraguatatuba no fim da noite
Reginaldo Pupo
ESPECIAL PARA O ESTADO
SÃO SEBASTIÃO
Um oleoduto do Terminal Marítimo Almirante Barroso (Tebar), pertencente à Transpetro/ Petrobrás, provocou um vazamento de óleo na noite de sexta-feira. Uma quantidade ainda não estimada chegou ao mar pelo canal de São Sebastião, litoral norte de São Paulo, e atingiu ao menos cinco praias: Porto Grande, Deserta, Pontal da Cruz, São Francisco e Cigarras. Por volta das 23 horas, a mancha de óleo teria chegado à região sul de Caraguatatuba.
Por precaução, a prefeitura de São Sebastião recomendou que turistas e moradores não frequentem nenhuma das nove praias da zona norte da cidade, pois não se sabe ainda a extensão do vazamento. Hoje, às 10h, os prefeitos de Ilha bela e São Sebastião farão uma vistoria nas praias.
O oleoduto está localizado no píer de atracação dos navios petroleiros, que transportam o produto descarregado das embarcações para tanques de armazenamento. Pelo Tebar, passam 55% do petróleo consumido no País.
Pelo menos 300 homens e 10 embarcações participaram das ações que tentaram impedir que o óleo chegasse às praias da região central, por meio de boias de contenção.
As praias afetadas tiveram a areia e a parte da costeira tomada por óleo. Trabalhadores aplicaram na areia um produto para absorver o óleo. A areia contaminada está sendo retirada da praia.
O acidente acontece no momento em que a Petrobrás tenta aprovar no Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (Eia/Rima) para ampliação do píer. Funcionários da prefeitura e da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) estão percorrendo as praias para identificar os locais afetados. Diversos barcos de pesca e de recreação foram atingidos pelo óleo. O pescador Manoel Moreira disse que o prejuízo por ter ficado um dia sem trabalhar foi de R$ 1,5 mil. "Sem contar o prejuízo do barco", afirmou.
OESP, 07/04/2013, Vida, p. A17
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.