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18 de Set de 2015
Entre os dias 15 e 17 de setembro, o WWF-Brasil, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério do Meio Ambiente, realizou a Oficina de Capacitação em Metodologias de Avaliação de Gestão de UCs, na sede do WWF, em Brasília. A proposta foi orientar os gestores de UCs de todas as regiões do país sobre o uso das metodologias de avaliação e monitoramento da efetividade da gestão das UCs brasileiras, como o Rappam - Método para a Avaliação Rápida e Priorização da Gestão de Unidades de Conservação e o SAMGe - Sistema de Análise e Monitoramento de Gestão.
A atividade tem apoio da Fundação Gordon e Betty Moore e faz parte do plano de trabalho previsto no Acordo Cooperação Técnica entre as duas organizações, contribuindo para o estabelecimento de um padrão e diretrizes para o monitoramento do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). No evento, estiveram presentes cerca de 35 técnicos do ICMBio e de algumas UCs estaduais apoiadas pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), dos estados do Amapá, Tocantins, Roraima, Amazonas e Pará.
Para o chefe da divisão de monitoramento e avaliação de gestão do ICMBio, Felipe Melo Rezende, o workshop foi muito bom para atualizar os profissionais e revisar análises, conceitos e metodologias, orientando assim futuros trabalhos. "A proposta é que os participantes sejam multiplicadores das ferramentas em suas regiões. Essas metodologias só vão cumprir suas funções se forem aplicadas periodicamente e incorporadas aos ciclos de gestão dos órgãos e das próprias UCs. As avaliações estaduais, somadas à avaliação federal, permitirão, futuramente, uma análise da gestão e do monitoramento de todo o SNUC", avaliou.
A partir do Rappam e do SAMGe, que será implementado pela primeira vez ainda este ano, será possível identificar aspectos importantes da gestão de uma UC, como contexto, produtos, serviços e resultados, bem como, em sua sequência, aspectos do planejamento, insumos (recursos humanos e financeiros, infraestrutura) e processos (tomada de decisão, pesquisa, avaliação) devidamente orientados aos desafios de gestão.
O Rappam é uma metodologia construída pela Rede WWF, com base nas diretrizes da Comissão Mundial de Áreas Protegidas da União Mundial para a Natureza (UICN), e é o método mais aplicado no mundo, tendo sido implementado em cerca de 40 países e mais de mil áreas protegidas na Europa, Ásia, África, América Latina e Caribe. No Brasil, desde 2004, a ferramenta já foi aplicada em mais de 450 UCs da Amazônia e do Cerrado.
"É um método aplicado a cada cinco anos, que permite aos tomadores de decisão e formuladores de políticas para as unidades de conservação identificar as maiores tendências e aspectos que devem ser considerados para alcançar uma melhor efetividade de gestão em um sistema ou grupo de áreas protegidas. Neste ano completamos dez anos da aplicação da metodologia nas UCs federais do Brasil, um esforço único no mundo", explicou Mariana Napolitano, especialista de Áreas Protegidas do WWF.
A partir de uma avaliação anual, o SAMGe, por sua vez, proporcionará informações mais atuais das UCs. "Esse método visa fortalecer e complementar alguns aspectos que não são abordados pelo Rappam, como por exemplo, o levantamento de dados sobre os diferentes usos e seus impactos nas UCs", afirmou Mariana.
A novidade da Oficina deste ano é que, pela primeira vez, os gestores de algumas UCs apoiadas pelo Arpa, considerado o maior programa de conservação de florestas tropicais do mundo, foram convidados a participar de forma que deem início à implementação do Rappam e ao SAMGe em suas áreas. "Isso será muito importante para fazermos uma comparação entre a efetividade da gestão das áreas mantidas pelo Programa das demais áreas da Amazônia", declarou Mariana.
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