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As obras da Rodovia do Pacífico estão aceleradas

A Tribuna-Rio Branco-AC
02 de Ago de 2001

A crise no setor rodoviário do País, agravada desde a última segunda-feira com o bloqueio da BR-364 na localidade de Mutum-Paraná, em Rondônia, teve pelo menos uma boa notícia durante o dia de ontem. Enquanto os ministros Elizeu Padilha, dos Transportes, e Pedro Parente, da Casa Civil, eram pressionados pela senadora Marina Silva (PT/AC) e outros membros da bancada acreana a resolverem o impasse com os caminhoneiros que tomaram conta da rodovia em protesto à buraqueira e à falta de manutenção, o governador Jorge Viana anunciava, no extremo norte brasileiro, que a rodovia que vai interligar o Brasil ao Oceano Pacífico, já é uma realidade.
"Isso aqui é uma mostra de que, no ano que vem, teremos rompido a barreira do isolamento em direção ao Pacífico", disse Jorge Viana ao visitar as obras de pavimentação da BR-317 no trecho entre Brasiléia, na fronteira com a Bolívia, e Assis Brasil, nos limites com o Peru.
Durante a inspeção às obras, o governador acreano recebeu em território brasileiro o governador peruano para a região de Madre de Dios (Peru), Ricardo Noriega Perez, com a informação de que o recém-empossado presidente peruano Alexandro Toledo já determinou abertura de licitação internacional para a contratação das obras que vão completar a ligação da região com a cidade de Arequipa e com o Porto de Illo, no Pacífico.
"Não há mais volta. O Brasil, a Bolívia e o Peru estarão unidos na construção desse sonho", festejou Jorge Viana, acompanhado também pelo governador do Departamento (Estado) boliviano de Pando, Jorge Pinto Molina. Na visita às obras, Jorge Viana se fez acompanhar do presidente da Federação das Indústrias do Acre (Fieac), João Albuquerque, e do presidente da Associação Comercial Industrial e de Agricultura do Acre (Acisa), Rubenir Guerra, para mostrar o estágio das obras.
Os primeiros 50 quilômetros da rodovia cujo asfaltamento é iniciado ainda dentro da cidade de Brasiléia já estão praticamente prontos. O restante, outros 60 quilômetros, está sendo executado. Desses, 50 estão sob responsabilidade da empresa Tercam Engenharia. Os outros 10 quilômetros, já chegando em Assis Brasil, serão executados pelo Batalhão de Engenharia e Construção (BEC) do Ministério do Exército.
"Eu fiquei surpreso com o que vi aqui. Não sabia que as obras estavam neste estágio", disse João Albuquerque. "Nós, os comerciantes, sempre acreditamos que este governo era capaz e agora, pelo volume de obras que está acontecendo aqui, não temos mais dúvidas de que a estrada sai", afirmou, por sua vez, Rubenir Guerra.
O governador Jorge Viana disse que fez questão de mostrar o andamento das obras aos dirigentes das entidades produtoras do Estado para que eles saibam que, já a partir do próximo ano, têm mais alternativas para a realização de seus negócios. "O Peru e a Bolívia são nosso parceiros comerciais naturais e reúnem um contingente consumidor de pelo menos 30 milhões de pessoas. Quero mostrar aos produtores, industriais e comerciantes que eles já devem ir se preparando para conquistar uma boa fatia deste mercado porque a estrada está saindo", disse.
Jorge Viana disse ter ficado animado com o que viu durante a visita às obras: "Durante mais de uma hora, nós viajamos entre máquinas trabalhando. Mesmo com as dificuldades naturais impostas por um terreno que vai obrigar uma movimentação de terra de mais de três milhões de metros cúbicos, a gente fica contente em saber que, além de dispor de tecnologia, essa empresa tem maquinário suficiente para nos entregar essa obra dentro do cronograma", disse.

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