OESP, Economia, p. B3
02 de Fev de 2010
Obra será a maior desde Itaipu
Depois de mais de três décadas de idas e vindas, o projeto mais emblemático do Brasil ganhou carta branca para sair do papel. A Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, será o maior desafio ambiental e de engenharia do País desde Itaipu. Com 11.233 MW de potência, será a terceira maior do mundo e vai consolidar o modelo de hidrelétricas a fio d'água (sem reservatório), para preservar o meio ambiente.
Belo Monte começou a ser desenhada na década de 70 e passou por algumas remodelações até chegar ao formato atual. Para diminuir os impactos ambientais e atender às reivindicações dos ambientalistas, a área alagada foi reduzida de 1.200 para 516 km².
Com isso, diferentemente das demais usinas do País, Belo Monte será construída em três áreas distintas, separando a casa de força do vertedouro. O maior desafio, no entanto, é a construção dos dois canais de derivação, cuja escavação será semelhante à do canal do Panamá.
Reflexo das mudanças é que a usina produzirá menos energia.
Embora a potência seja de 11.233 MW, a usina produzirá apenas 4.600MW médios. "Usinas a fio d'água não são econômicas, mas reduzem o impacto ambiental. É uma alternativa que veio para ficar", diz o diretor da Coppe/ UFRJ Luiz Pinguelli Rosa. R.P.
OESP, 02/02/2010, Economia, p. B3
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