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29 de Mar de 2015
O avanço da tecnologia facilitou o monitoramento de animais silvestres, uma ferramenta pela qual cientistas, biólogos, pesquisadores e as agências de conservação obtém informações sobre os hábitos e movimentos de espécies animais na natureza, com mínima interferência humana.
Desde o início do século XX, cientistas produzem estudos em que monitoram sistematicamente movimentos individuais de animais. Por muito tempo, monitorar a vida selvagem significava apenas seguir e observar o animal ou capturar um indivíduo, colocar nele uma etiqueta e esperar que em algum momento no futuro ele fosse recapturado (por exemplo, a anilhagem de aves). Mas, no final dos anos 50, os pesquisadores começaram a usar transmissores de rádio. Nos anos 70, começou a funcionar o sistema de satélites Argos e, nos anos 90, o Sistema de Posicionamento Global (GPS, do inglês Global Positioning System).
Graças às tecnologias acima, os dispositivos de rastreamento modernos são capazes de determinar exatamente onde um animal está naquele momento. Os dados recolhidos a partir destes dispositivos podem determinar os movimentos diários do animal, o tamanho da área em que circula e quais os seus habitats naturais. A análise destas informações pode, por exemplo, indicar novas formas de manejar as populações animais, determinar o impacto do desenvolvimento humano sobre elas, ou ainda, ajudar na compreensão se em uma área há um número suficiente de indivíduos de uma espécie que permita a sua sobrevivência.
Existem três principais tipos de sistemas de rastreamento usados hoje: por rádio, por satélite e pelo sistema de posicionamento global (GPS).
Rastreamento por Rádio
Este sistema usa sinais de rádio para localizar o animal e seguir os seus movimentos. É o mais comum e menos caro, em uso desde os anos 50. Tem sido utilizado para monitorar espécies que vão de pequenas aves até grande mamíferos, como lobos, leões e baleias.
O acompanhamento por rádio envolve dois dispositivos. O primeiro é um transmissor ligado ao bicho, que armazena informações e as envia sob a forma de um sinal de alta frequência ou VHF (very high frequency, em inglês), tal como faz uma estação de rádio. Este transmissor pode ser usado para localizar o animal. Em geral é acoplado a uma coleira com bateria -- o rádio-colar -- e colocado em volta do tornozelo, pescoço, asa, carapaça, ou barbatana dorsal de um animal. Do outro lado está o receptor que capta o sinal VHF, como um rádio doméstico que sintoniza em uma estação. O processo de coleta e transmissão de dados à distância é chamado de "telemetria".
O pesquisador usa um receptor e antenas direcionais para captar o sinal. Para detectar o rádio-colar, o pesquisador e seu equipamento devem estar há poucos quilômetros do animal. Este rastreamento pode ser feito à pé, de carro ou de avião/helicóptero. Outra alternativa é usar um conjunto de receptores estacionários arranjados por toda a área de estudo.
Rádio-colares costumavam ser grandes e utilizados em animais também de bom porte, mas as melhorias na tecnologia permitiram a criação de transmissores pequenos que podem ser ligados a pequenos animais. Há inclusive a possibilidade de implantar cirurgicamente sob a pele transmissores que permanecem intactos e em funcionamento por mais tempo que os rádio-colares, pois estão protegidos do tempo.
Rastreamento por Satélite
Este método é semelhante ao rastreamento por rádio, mas em vez de enviar o sinal para um receptor de rádio, o colar envia o sinal para um satélite. Nesta modalidade, os pesquisadores não têm de estar perto do animal para captar o sinal. O acompanhamento do animal pode ser feito por computador.
A telemetria é feita pelo Argos, um sistema baseado em satélites que está em funcionamento desde 1978. Ele coleta e processa dados ambientais de plataformas fixas e móveis em todo o mundo e os transmite para os pesquisadores. Apenas programas de pesquisa relacionados à proteção ou educação ambiental, ou governos podem utilizar o sistema.
Rastreamento por GPS
O GPS é a mais nova tecnologia para monitorar a vida selvagem. nesta modalidade, o rádio-colar não é um transmissor, mas sim um receptor de rádio. Este dispositivo grava e armazena dados de localização enviados por satélites em intervalos pré-determinados. Estes dados podem ser recuperados do próprio dispositivo ou transmitidos ao pesquisador através de um computador conectado à internet.
Este sistema de rastreamento permite ao pesquisador obter dados sobre localização de animais em qualquer condição climática, com a freqüência de minutos a semanas, com raio de precisão de 5 metros. No entanto, embora seja o método mais preciso, a longevidade dos dispositivos é de um ano, uma fração dos 4 anos de duração das unidades de VHF.
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